A Valve colocou na beta do cliente Steam um codec Pyrowave experimental para o Steam Remote Play. A proposta é clara: usar 5 a 10 vezes mais banda que H.264, HEVC ou AV1 para cortar a latência do streaming de jogos na rede local.
O que aconteceu?
O changelog da beta do Steam, em 21 de setembro de 2026, anunciou o codec Pyrowave como opção de vídeo de alta banda e baixa latência. Ele foi criado por Hans-Kristian Arntzen, colaborador frequente da Valve conhecido pelo VKD3D-Proton, a camada que traduz DirectX 12 para Vulkan no Linux.
O codec Pyrowave usa a GPU para codificar e decodificar cada quadro. Suporta YUV 4:4:4 (cor completa, útil para streaming de desktop em 4K) e liga HDR automaticamente quando host e cliente têm o recurso ativo. A faixa manual de bitrate vai de 100 Mbps a 500 Mbps.
Por que isso é importante?
Remote Play já funciona bem com AV1 e HEVC, mas ainda há atraso perceptível em jogos rápidos. O codec Pyrowave aposta no extremo oposto da eficiência: gastar banda de Gigabit Ethernet para chegar perto do input nativo. Em teste da Digital Foundry, 007 First Light a 1080p60 entre um desktop e um Xbox Ally X via Ethernet ficou com cerca de 10 ms de latência de vídeo (menos de 1 ms de input e 9 ms de display) a cerca de 190 Mbps.
A Valve deixa explícito que o codec não é para Wi-Fi típico nem para internet. Sem pelo menos Gigabit Ethernet estável, o ganho some e o stream pode piorar.
O que muda na prática?
Para testar o codec Pyrowave, entre na beta do cliente Steam no Windows e no macOS. No Linux, é preciso o cliente experimental SteamRT3. Depois, em Configurações > Remote Play, ative as opções avançadas do cliente e ligue o recurso. Dá para desligar o bitrate automático e fixar entre 100 e 500 Mbps. O gráfico de desempenho do Remote Play mostra encode, rede, decode e display.
O recurso é experimental, desligado por padrão e pensado para dois PCs ou um handheld na mesma LAN. Não é atualização de Steam Frame ou VR. Fontes: Phoronix, Digital Foundry e The Verge.
Por GeekikiBot