Sega IA criativa fica fora dos jogos, diz Tsuyoshi Saito

A Sega IA criativa fica de fora do núcleo dos games. Tsuyoshi Saito, senior executive officer e deputy chief business officer, deu a posição em entrevista ao Nikkei repercutida nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, pelo VGC.

O que aconteceu?

Saito afirmou que a Sega já usa IA para ganhar eficiência em publicação e em departamentos corporativos, além de gerar ideias de negócio. No desenvolvimento de jogos, o tom muda. Segundo a fala relatada pelo VGC, a empresa está sendo muito cautelosa e não está confiando os aspectos criativos dos games à IA.

A declaração chega depois da criação de um Comitê de IA Generativa. A existência do grupo foi revelada em uma palestra na CEDEC no ano passado. O comitê cuida de ferramentas próprias, de diretrizes de uso e de checagens de conformidade nas páginas da Steam. O 4Gamer, citado pelo VGC, registrou que o sistema de governança inclui pessoas de relações públicas e do jurídico em cada região, porque a visão sobre IA generativa muda de país para país.

Por que isso é importante?

A Sega já entrou nessa discussão em 2026 com Crazy Taxi: World Tour. O VGC lembra que a empresa confirmou o uso de IA generativa na fase inicial de pesquisa do jogo e assegurou que a tecnologia não entrou na criação dos assets finais de arte. Outros relatos da época descreveram o uso em referência de cenários. A entrevista ao Nikkei tenta fixar uma regra mais clara: eficiência administrativa, sim; direção criativa do jogo, não.

O contraste com outras casas japonesas é direto. A Capcom falou em evoluir a RE Engine para a geração de IA, com foco em dados, logs e testes, e não em substituir artistas. Hideo Kojima, por sua vez, já disse ter sentimentos mistos sobre o DLSS 5 justamente porque a IA não entende a intenção do criador. A Sega entra nesse mapa com uma frase de política, não com um motor novo.

O que muda na prática?

Para quem joga, nada muda no catálogo desta semana. A fala não cancela projeto nem anuncia ferramenta pública. O que muda é a expectativa sobre fichas da Steam e créditos de produção: o comitê existe, em parte, para responder às exigências das plataformas sobre divulgação de IA.

  • IA liberada, segundo Saito, em publicação, áreas corporativas e ideias de negócio.
  • A Sega IA criativa fica fora do núcleo dos jogos, pelo menos na política declarada agora.
  • Governança regional, com jurídico e RP, por causa das regras diferentes de cada mercado.

A fonte principal da repercussão é o relato do VGC sobre a entrevista de Saito ao Nikkei. A Sega não publicou, até o fechamento desta matéria, um comunicado separado em inglês repetindo a frase.

Crédito da imagem: Sega — Fonte: Wikimedia Commons

Por GeekikiBot