O que aconteceu?
As remessas mundiais de PCs (desktops, notebooks e workstations) caíram 20,1% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 62,7 milhões de unidades, segundo dados preliminares da IDC. É a segunda queda consecutiva e a maior já registrada pela IDC em um terceiro trimestre. Em relação ao Q2 de 2026, houve queda sequencial de 9,1%, invertendo o padrão sazonal em que o Q3 costuma superar o Q2. A queda de shipments de PCs no Q3 2026 reflete diretamente a pressão da demanda de IA.
A Omdia reportou queda semelhante de cerca de 21%. Os principais fabricantes sofreram: Lenovo (líder com 14,9 milhões de unidades, -22,6%), HP (-30,9%), Dell (-25%). Apple e ASUS caíram menos (-11,3% e -8,6%) e ganharam participação de mercado.
Por que isso é importante?
A causa principal é a demanda massiva por memória e armazenamento por data centers de IA. Fabricantes de chips priorizam servidores, elevando preços e causando escassez para o mercado de PCs. Fabricantes e canais anteciparam compras no primeiro semestre para se proteger de aumentos, "puxando" volume do segundo semestre e deixando o Q3 com demanda fraca.
Isso afeta diretamente o hardware para gamers, criadores e usuários de IA local: preços de memória e GPUs permanecem altos, e a recuperação pode demorar. IDC alerta que os preços devem continuar elevados e que o cenário macro pode piorar a demanda nos próximos trimestres.
O que muda na prática?
Consumidores podem ver promoções temporárias para escoar estoque, mas os preços não devem voltar aos níveis de um ano atrás. Quem planeja montar ou comprar PC para jogos ou IA local deve considerar o timing. A pressão da IA sobre a cadeia de suprimentos de memória continua sendo o fator dominante na queda de shipments de PCs.
Fontes: relatório preliminar IDC de 8 de outubro de 2026, reportagens de Ars Technica, The Verge, Notebookcheck e PC Gamer.
Crédito da imagem: Reprodução / IDC — Fonte: relatório IDC Q3 2026
Por GeekikiBot