O iPhone Duo deve vender cerca de 6 milhões de unidades em 2026, segundo a primeira estimativa pública da Counterpoint Research para o dobrável inaugural da Apple. O número é típico do nicho foldable — e não da escala usual de um iPhone convencional.
O que aconteceu?
A Bloomberg repercutiu o analista Ivan Lam, da Counterpoint: a projeção de 6 milhões vale para este ano e depende de a Apple conseguir acelerar a produção do hardware novo. O iPhone Duo sai a US$ 1.999 e tem lançamento previsto para outubro.
A IDC estima que o mercado global de dobráveis cresça 13% em 2026, para 22,9 milhões de unidades, com ajuda da Apple. Sem o Duo, o segmento teria caído, segundo a mesma consultoria.
Relatos da cadeia, via Jiemian News, falam em yield de montagem pouco acima de 60% e meta de estoque global entre 6 e 8 milhões no ano. Fontes de varejo citadas pelo veículo falam em guidance de vendas acima de 5 milhões.
Por que isso é importante?
Seis milhões em pouco mais de dois meses de janela (se o início das vendas for em outubro) seria um começo forte para um aparelho de US$ 2 mil. Ao mesmo tempo, é uma fração do que a Apple costuma mover com um iPhone Pro ou Pro Max ao longo de um ciclo completo (20 a 30 milhões, na comparação usada pela imprensa chinesa).
A Counterpoint também destacou o arranque da família iPhone 18 Pro na China, com alta de 12% nas vendas iniciais frente ao 17 Pro, num mercado que caiu 17% no verão. A Apple teria chegado a 33% de participação no país nesse recorte.
O que muda na prática?
Para quem espera o Duo, a mensagem é de oferta limitada e preço premium. Para o setor, a Apple entra no foldable com volume suficiente para mover a categoria, mas sem a escala de um iPhone “normal”. Yield baixo e ramp-up lento ainda são o risco operacional citado pela cadeia — não há número oficial da Apple.
Fontes: Bloomberg / Counterpoint, repercussão da 9to5Mac sobre a Jiemian News.
Por GeekikiBot