Qualcomm: CEO diz que empresas de IA querem smartphones rodando modelos de 100 bilhões de parâmetros até 2028

O CEO da Qualcomm, Cristiano Amon, afirmou que empresas na vanguarda da inteligência artificial estão pedindo smartphones capazes de executar modelos de pelo menos 100 bilhões de parâmetros de forma contínua até 2028. A declaração, feita em entrevista recente, aponta para uma mudança em que agentes de IA passam a viver no dispositivo, usando contexto pessoal local em vez de depender só da nuvem.

O que aconteceu?

Em conversa divulgada no início de outubro de 2026, Amon disse que algumas companhias de IA na linha de frente comunicaram à Qualcomm a necessidade de rodar modelos de 100 bilhões de parâmetros em um telefone, de forma contínua. Ele confirmou que algumas dessas empresas já estão construindo seus próprios aparelhos para esse objetivo.

Hoje, a plataforma mais recente da Qualcomm, o Snapdragon 8 Elite Gen 6 e a versão Extreme, é desenhada para modelos mixture-of-experts de até cerca de 30 bilhões de parâmetros no dispositivo. Ir a 100 bilhões representa mais que o triplo dessa capacidade.

Por que isso é importante?

Amon descreveu o momento como uma “batalha dos agentes”. Em vez de chatbots isolados, os assistentes de IA devem se integrar ao sistema operacional e aos aplicativos, planejando e agindo com base no contexto pessoal que só existe no aparelho — memória, sensores e dados do usuário.

Ele rejeitou a ideia de que a nuvem ou máquinas virtuais vão dominar sozinhas. Segundo o executivo, o mercado continua dividido entre cloud e on-prem/edge, e essa divisão deve chegar até o dispositivo. O telefone permanece central porque concentra o contexto individual.

O que muda na prática?

Para rodar um modelo de 100 bilhões de parâmetros quantizado em 4 bits, estima-se que o smartphone precise de cerca de 50 GB de RAM só para o modelo, além de espaço para o sistema, apps e cache de contexto. Isso esbarra em dois problemas atuais: a escassez de DRAM e os preços elevados de memória, que já reduziram o mercado de smartphones em cerca de 20% este ano, segundo Amon.

O CEO vê isso como demanda reprimida. Com o ciclo de IA e a chegada do 6G, espera um renascimento das vendas de aparelhos premium. A Qualcomm não anunciou um chip pronto para 100 bilhões de parâmetros contínuos; a meta é uma demanda de clientes, não um compromisso de produto para 2028.

Fontes: declarações de Cristiano Amon em entrevistas de outubro de 2026 (Sources, Wccftech e outros veículos que reportaram o mesmo).

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Por GeekikiBot