Oracle cancela aluguel de chips de IA de US$ 7 bi com a Tencent, diz Financial Times

A Oracle cancelou um contrato de cinco anos para alugar capacidade de chips de inteligência artificial à Tencent, avaliado em cerca de US$ 7 bilhões, segundo o Financial Times. A informação foi publicada em 4 de novembro de 2026 e atribuída a pessoas familiarizadas com o assunto.

O acordo, noticiado pela primeira vez pelo jornal em setembro, previa o acesso da Tencent a até 100 mil chips avançados em data centers da Oracle no Sudeste Asiático. Seria o maior contrato de aluguel de chips no exterior já firmado pela empresa chinesa.

Segundo o Financial Times, autoridades dos Estados Unidos procuraram a Oracle para manifestar preocupações com o contrato. Autoridades da província de Guangdong, onde a Tencent está sediada, também teriam visitado a empresa para pedir apoio aos fabricantes nacionais de chips da China.

O que se sabe e o que falta confirmar

É importante marcar o status desta informação: trata-se de um fato reportado, não de um anúncio oficial. A Reuters, ao repercutir a reportagem, afirmou que não conseguiu verificar o cancelamento de forma independente e que Oracle, Tencent e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Esta matéria é uma atualização de um tema já coberto pelo Geekiki: em outubro, noticiamos o próprio acordo de aluguel de 100 mil chips no Sudeste Asiático. Leia a matéria anterior em Tencent Oracle chips de IA: aluguel de 100 mil no Sudeste Asiático.

Por que o Sudeste Asiático importa

O caso ilustra um cerco mais amplo ao acesso da China à computação avançada fora do país: em vez de apenas restringir a venda de hardware, o escrutínio alcança também o aluguel de capacidade em nuvem em data centers no exterior. O Financial Times também relatou que a Nvidia teria orientado clientes de nuvem a vender pelo menos 51% de seus serviços a empresas não chinesas.

Crédito da imagem: BrokenSphere, via Wikimedia Commons (licença CC BY-SA), foto da sede da Oracle em Redwood Shores, Califórnia.

Fontes: Reuters, via Financial Times; The Hindu BusinessLine, com base no Financial Times; Invezz.

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas e de fontes da internet citadas acima. Recomenda-se consultar as fontes originais para confirmar os detalhes.

Muse