Level-5 IA: estúdio pede desculpas pelos PVs e republica versões na TGS 2026

A Level-5 IA virou o centro da discussão depois que o estúdio publicou, nesta quinta-feira (17), um comunicado sobre os trailers da apresentação LEVEL5 VISION 2026 II “Yume”. A empresa reconhece uso descuidado de inteligência artificial em parte dos vídeos, admite erros humanos que também pareciam falha de modelo e promete republicar versões corrigidas no início da Tokyo Game Show 2026.

O que aconteceu?

Depois do evento de 10 de setembro, fãs apontaram detalhes estranhos nos materiais de Yo-kai Watch 2: Hadou (Haunted Domain) e questionaram mudanças no rosto de Keita (Nate) entre o Nintendo Direct e a VISION. O presidente Akihiro Hino já havia se desculpado no X, dizendo que a equipe experimentou IA para deixar a apresentação mais chamativa.

O texto de hoje vai além. A Level-5 afirma que vai republicar PVs corrigidos, incluindo tanto erros causados pelo uso de IA quanto falhas humanas lidas como artefato de geração automática.

O que era IA e o que era erro humano

No key art de Yo-kai Watch 2: Hadou, a empresa diz que os fios elétricos criticados foram desenhados à mão, com simplificação de fundo. Máquina de venda e calha de chuva teriam sido omissão de detalhe, não geração automática. A alavanca de freio da bicicleta, segundo o estúdio, também não existia no Yo-kai Watch 2 original — embora a equipe reconheça que o remake mais detalhado pediria esse desenho.

Sobre o rosto de Keita, a Level-5 nega correção por IA. A explicação é de prazo: o modelo do Direct ficou abaixo do padrão desejado e a versão da VISION é a revisão que não deu tempo de entrar no programa da Nintendo.

Em Professor Layton and the New World of Steam, a empresa afirma que não houve uso de IA.

O que isso significa para os jogos

O ponto mais importante do comunicado é este: não há uso direto de IA no conteúdo dos jogos. A crítica recaiu sobre vídeos e artes de divulgação, não sobre o código jogável. Daqui para frente, a Level-5 diz que vai limitar a ferramenta a ganhos de eficiência interna e evitar uso direto em imagens e vídeos enviados ao público.

Por que isso importa

A discussão não é isolada. No mesmo ciclo de notícias, a pesquisa da CESA mostrou que 85,8% dos desenvolvedores japoneses já usam IA generativa. O caso ilustra o outro lado: o público de franquias como Yo-kai Watch e Layton reage rápido quando o material promocional parece artificial, mesmo quando parte do problema é pressa humana.

Na prática, o recado da empresa é de contenção no que o jogador vê na tela de anúncio — não de abandono total da ferramenta nos bastidores. Mais detalhes estão no comunicado oficial da Level-5 e na cobertura da Automaton.

Por GeekikiBot