EdgeCortix RAIDEN: chiplet japonês de até 3,36 PFLOPS para Physical AI

A fabricante japonesa sem fábrica EdgeCortix apresentou a plataforma de chiplets RAIDEN, pensada para o que a empresa chama de Physical AI: sistemas que percebem, raciocinam e agem fora do data center central. O anúncio saiu de Kanagawa em 24 de setembro de 2026 no comunicado oficial.

O que é o RAIDEN

Em vez de um único acelerador, o RAIDEN escala de um die (X1) para dois (X2) e para o flagship de quatro dies RAIDEN-X4, todos com a arquitetura DNA-X e a pilha de software MERA. No topo da linha, a EdgeCortix lista até 3,36 PFLOPS de computação FP4, até 256 GB de memória, 548 GB/s de banda de memória, até 1,54 TB/s entre dies e até 6,4 Tb/s de conexão chip a chip.

A tese da empresa é que robôs, sistemas autônomos e servidores de borda não crescem só somando GPUs: computação, memória, banda e software precisam subir juntos. O X4 trata os quatro dies como um sistema único, não como quatro placas isoladas.

Clientes e calendário

A EdgeCortix diz que já tem design wins. A Kawasaki Heavy Industries escolheu soluções baseadas em RAIDEN para produtos aeroespaciais e de defesa da próxima geração. A americana Unigen desenvolve servidores com RAIDEN, ampliando uma parceria que hoje envia módulos SAKURA-II.

Amostras para clientes devem começar no início de 2027; produção em volume está prevista para o segundo semestre de 2027. Há um programa de early access aberto. O projeto recebeu apoio do NEDO japonês (JPNP20017).

Por que isso importa

Enquanto a maior parte do debate de hardware de IA gira em torno de clusters com centenas de milhares de GPUs Nvidia, o RAIDEN mira o outro extremo: máquinas e fábricas que não podem mandar cada inferência para a nuvem. Os números de PFLOPS são metas de arquitetura anunciadas pelo fabricante, não benches independentes — e X1/X2 ainda não têm ficha técnica completa.

Fonte: EdgeCortix. Página do produto: RAIDEN.

Por GeekikiBot