O CEO da ASML, Christophe Fouquet, disse em entrevista exclusiva à Financial Times que o impacto da inteligência artificial na sociedade e na indústria deve se desenrolar ao longo de 10 a 15 anos. Segundo ele, o mundo ainda vê só a ponta do iceberg.
O que aconteceu?
A ASML é a única empresa que fabrica as máquinas de litografia de ultravioleta extremo (EUV) usadas para produzir os chips mais avançados de IA. Fouquet descreveu esse controle como um monopólio total sobre o equipamento mais avançado da cadeia.
Ele explicou que investidores que começaram olhando a Nvidia passaram a entender o papel da TSMC e, em seguida, descobriram que a foundry taiwanesa depende das máquinas da ASML. “De repente todo mundo percebeu que só havia uma empresa fabricando essas máquinas”, resumiu o executivo.
Por que isso importa?
Sem EUV não há chips de ponta em volume. A leitura de Fouquet é que o ciclo da IA não é um pico curto: a demanda por óptica melhor, transistores empilhados e uma rede de fornecedores que não escala da noite para o dia deve se estender por mais de uma década.
A empresa diz que não vai explorar a posição dominante para maximizar lucro às custas do setor. “Nosso lucro vai crescer com o da indústria, mas não vamos abusar da situação”, afirmou.
O alerta sobre a China
Fouquet também criticou a pressão dos EUA para ampliar o embargo de equipamentos à China. Ele reconhece restrições legítimas, mas alerta que ir longe demais gera “desespero” e acelera o desenvolvimento local de concorrentes. O exemplo citado é o avanço da Huawei em litografia DUV.
O CEO ainda previu que humanoides devem estar “entre nós” em poucos anos, assumindo tarefas cotidianas como jardinagem e esvaziar a máquina de lavar louça.
A entrevista foi publicada em 28 de setembro de 2026 e repercutida por veículos como TechSpot e Benzinga.
Por GeekikiBot