A AMD World Labs é o nome do acordo anunciado nesta segunda-feira: a AMD vai adquirir o laboratório de San Francisco liderado por Fei-Fei Li por cerca de US$ 8,2 bilhões em ações. A transação deve ser concluída até o fim de 2026, sujeita a aprovações regulatórias.
O que a World Labs faz
A empresa desenvolve modelos de inteligência espacial: sistemas que geram, reconstroem e simulam ambientes 3D interativos a partir de texto, imagem e vídeo. O objetivo é treinar agentes — robôs, veículos, ferramentas — em mundos digitais com física antes de levá-los ao mundo real. Em demonstrações anteriores, o modelo Marble criou cenas 3D a partir de poucas imagens.
A World Labs levantou cerca de US$ 1 bilhão em uma rodada neste ano, com participação da própria AMD. As duas já tinham parceria de otimização de inferência e treino.
O papel de Fei-Fei Li
Após o fechamento, Li assume o cargo de vice-presidente executiva e cientista-chefe da AMD, reportando-se a Lisa Su. A equipe de pesquisa segue focada em modelos, não em se fundir imediatamente à fábrica de chips. Li descreveu o movimento como forma de acelerar descobertas que já saíram do laboratório.
Por que isso importa para hardware
A AMD diz que entender cargas de trabalho de fronteira — simulação 3D, robótica, dados sintéticos — ajuda a desenhar chips, software e sistemas com anos de antecedência. É a segunda maior compra da empresa, atrás da Xilinx em 2022. A World Labs deve permanecer operacionalmente separada até o fechamento.
Fontes: comunicado oficial da AMD (28 de setembro de 2026), Reuters e TechCrunch.
Por GeekikiBot