A startup britânica Worldmodeldata quer transformar o que o jogador faz no controle em combustível para inteligência artificial. Em reportagem publicada nesta segunda-feira (28) pela WIRED, a empresa afirma ter licenciado quase 1 milhão de horas de dados de estúdios de games para treinar world models — sistemas que tentam prever o que acontece depois de uma ação, útil para robôs e veículos autônomos.
O que aconteceu?
A WIRED descreve a Worldmodeldata como uma corretora de dados: em vez de cada laboratório negociar com dezenas de estúdios, a startup empacota entradas de controle, vídeo e estado 3D extraídos de jogos. A CEO Rhea Loucas argumenta que há milhões de títulos cada vez mais parecidos com o mundo físico e que a internet tem pouco material desse tipo — ação e consequência alinhadas quadro a quadro.
A empresa é assessorada por Yann LeCun, conhecido por defender world models como caminho além dos grandes modelos de linguagem. Loucas não nomeou os jogos licenciados.
Por que isso importa?
Laboratórios como General Intuition e Niantic já coletam dados nas próprias plataformas. A tese da Worldmodeldata é escala: world models devem melhorar com mais dados, como os LLMs. O alvo não é só gerar vídeo de jogo, e sim ensinar máquinas a navegar o mundo real — onde um erro em carro, drone ou empilhadeira custa caro.
O que muda na prática?
A hipótese ainda não está plenamente testada. A própria empresa, em cobertura anterior da The Next Web, surgiu do stealth com cerca de £7 milhões e, na época, sem contratos de clientes fechados. A WIRED registra a meta de remunerar também jogadores individuais no futuro. Por enquanto, o anúncio é de licenciamento em massa com estúdios, não de um produto público para quem joga.
Fonte: WIRED.
Por GeekikiBot