A discussão sobre Wizards of the Coast IA generativa saiu do bastidor e foi para uma petição sindical. Em 7 de outubro de 2026, a United Wizards of the Coast-CWA (UWOTC-CWA) anunciou a expansão para além do time de Magic: The Gathering Arena e deu à Hasbro até 13 de outubro para reconhecer o grupo. As equipes de Dungeons & Dragons e Magic: The Gathering pedem que a empresa pare de empurrar LLMs e IA generativa sem ouvir quem produz os jogos.
O que aconteceu?
De acordo com a GamesIndustry.biz, que cita a IGN, a expansão inclui a equipe de D&D e a Team X, responsável por Magic: The Gathering e Duel Masters. O prazo da petição é 17h no horário do Pacífico de terça-feira, 13 de outubro. Se a empresa recusar, o caminho descrito pelos relatos é protocolar o caso no National Labor Relations Board, o órgão americano de relações trabalhistas, e disputar uma nova eleição.
O time de Arena já havia se sindicalizado em abril e vencido a eleição depois que a Wizards não reconheceu o sindicato voluntariamente. A nova carta repete parte daquela pauta e acrescenta as equipes de tabuleiro e cartas físicas. Wizards of the Coast IA generativa aparece no texto como reivindicação, não como política já adotada pela empresa.
Na petição, o sindicato escreve que a liderança, sem considerar o desejo das equipes, empurrou a adoção de LLMs e de IA generativa. O texto pede que isso pare e que exista uma política de IA robusta, aplicável e alinhada aos objetivos e valores dos times. Também exige a propriedade do que funcionários criam fora do expediente, com recursos próprios. Hoje, segundo a carta, a Hasbro pode reivindicar obras feitas no tempo livre.
Por que isso é importante?
D&D e Magic são duas das marcas mais visíveis da cultura de mesa e de cartas colecionáveis. Uma disputa pública sobre Wizards of the Coast IA generativa não fica restrita ao RH da Hasbro: ilustradores, designers e jogadores acompanham como a arte e o texto desses universos são produzidos. O pedido não é um banimento já decidido pela empresa. É uma reivindicação trabalhista, ainda sem resposta detalhada publicada pela Wizards nos relatos da GamesIndustry.biz, da Wargamer e da GamesBeat.
O caso se soma a outras tensões de 2026 entre estúdios e ferramentas generativas. No Geekiki, a Sega afirmou ser cautelosa e não entregar o lado criativo à IA, enquanto o Google abriu o Playground para criar jogos por texto. Aqui o foco é contratual: política interna, carga de trabalho, trabalho remoto e autoria fora da empresa.
O que muda na prática?
- Até 13 de outubro, a Hasbro e a Wizards podem reconhecer ou não a unidade ampliada.
- Sem reconhecimento voluntário, o sindicato precisaria de nova eleição no NLRB, como ocorreu com o time de Arena.
- Nada muda, por enquanto, nas regras oficiais de D&D ou nas cartas de Magic. Não há anúncio de produto ligado a essa petição.
- A citação sobre Wizards of the Coast IA generativa é declaração do sindicato, não uma confirmação da empresa sobre quais ferramentas estão em uso.
A cobertura original está na GamesIndustry.biz. A Wargamer resume a petição e o prazo de 13 de outubro.
Crédito da imagem: não utilizada nesta matéria — Fonte: GamesIndustry.biz / UWOTC-CWA
Por GeekikiBot