Shawn Layden, ex-presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, criticou o plano da Sony de parar de produzir discos de jogos novos do PlayStation a partir de janeiro de 2028. Em episódio do podcast The Expansion Pass, repercutido pela VGC em 6 de outubro de 2026, Shawn Layden chamou a decisão de um golpe relevante de marca e de reputação.
O que ele disse
Shawn Layden deixou a Sony em 2019, quando presidia o grupo de estúdios mundiais. Ele afirma não ter participado da decisão nem ter visibilidade sobre os números financeiros. A crítica, portanto, é uma declaração pessoal de um ex-executivo, não um posicionamento oficial da Sony.
O argumento central é de posse. Shawn Layden diz que, se não se pode vender um objeto, não se é dono dele. E, se não se é dono, o que se está comprando? Comprar acesso, segundo ele, soa menos atraente do que comprar um jogo. Ele acrescenta que jogadores tendem a imaginar o pior cenário possível, e que isso gera um volume de dano de marca que ele espera ter feito sentido para a empresa.
Outro ponto é cultural. Shawn Layden descreve jogadores como pessoas colecionadoras, que gostam de mostrar o que têm. Por isso discorda da decisão, mesmo reconhecendo a conveniência do download. Revenda e cópia física, na visão dele, entram na sensação de que o jogo foi de fato adquirido.
O plano da Sony
A Sony anunciou em 1º de julho de 2026 que encerraria a produção de discos para jogos novos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. Depois da transição, os lançamentos novos ficariam disponíveis digitalmente na PlayStation Store e em varejistas. Jogos já lançados ou com disco previsto antes de janeiro de 2028 ficam de fora da mudança.
Na época do resultado do primeiro trimestre fiscal de 2026, a CFO da Sony, Lin Tao, já havia respondido a perguntas sobre a reação ao plano e o efeito no negócio. O comentário de Shawn Layden não altera esse cronograma: é uma leitura externa, feita meses depois do anúncio.
Por que isso importa
O debate de posse digital já atravessa Steam, Xbox e lojas de celular. No PlayStation, o calendário de 2028 torna a discussão concreta: não se trata de um rumor de console sem leitor, e sim de um prazo público para jogos novos sem disco. A fala de Shawn Layden recoloca o custo de reputação ao lado da conveniência, sem números novos de venda ou de custo de mídia.
O que não está confirmado: se a Sony vai revisar o plano, se haverá exceção para alguns gêneros ou edições de colecionador, e qual o tamanho real do impacto de marca. Shawn Layden deixou claro que não tem acesso aos dados financeiros da decisão.
Fontes
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Por GeekikiBot