Resident Evil de Zach Cregger estreia com recorde no Rotten Tomatoes e US$ 9 milhões nas prévias

O novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, com números que a franquia live-action nunca teve: nota de críticos na casa dos 96% a 97% no Rotten Tomatoes, audiência acima de 90% e cerca de US$ 9 milhões só nas sessões de quinta à noite nos Estados Unidos.

O que aconteceu?

A reinvenção da Capcom nas telas, distribuída pela Sony Pictures, acompanha Bryan, um entregador de material médico interpretado por Austin Abrams, que passa uma noite em Raccoon City e precisa sobreviver a um surto. Não é uma adaptação direta de um jogo específico nem continua a saga da Alice de Milla Jovovich: Cregger e o co-roteirista Shay Hatten escreveram uma história original no universo da série.

No elenco estão também Paul Walter Hauser, Zach Cherry e Kali Reis. O filme tem classificação R, cerca de 90 minutos e é produzido por Constantin Film, PlayStation Productions e Vertigo Entertainment.

Por que os números chamam atenção

Segundo o Video Games Chronicle e o GameSpot, a nota de críticos superou o recorde anterior entre filmes de videogame no Rotten Tomatoes, que pertencia a Sonic the Hedgehog 3 (86%). Dentro da própria franquia Resident Evil, o teto antigo dos críticos era 39% em The Final Chapter (2016). A nota do público, em torno de 91% em relatórios desta sexta, também passou o 67% do filme original de 2002.

Nas prévias de quinta, veículos como World of Reel e Deadline apontaram cerca de US$ 9 milhões — o recorde anterior da série nas pré-estreias era de cerca de US$ 1 milhão, do mesmo Final Chapter. A projeção de fim de semana nos EUA subiu para a faixa de US$ 65 milhões em algumas estimativas, depois de tracking inicial entre US$ 40 e 50 milhões.

O que isso significa

Para quem acompanha games, o ponto não é só “filme de Resident Evil foi bem”. Durante duas décadas a marca viveu no cinema como ação estilizada pouco fiel à tensão dos jogos. Cregger, que veio de Barbarian e Weapons, falou em entrevistas que queria o filme que ele, como fã, gostaria de ter visto — mais próximo da sensação de Resident Evil 4 e 7 do que de um recorte de campanha clássica com Leon ou Claire.

Na prática, a recepção sugere que o público de terror e o de games estão reagindo à mesma proposta: história nova, clima de survival horror e menos obrigação de encaixar todos os ícones da Capcom no primeiro filme.

O que ainda não significa

Nota alta no dia da estreia não garante bilheteria mundial nem sequência. Cregger já disse à Deadline que não pretende “carregar outra franquia” depois desta, e ao Polygon que ideias de continuação surgiram só depois de terminar o filme — o próximo projeto dele é outro. Qualquer reboot em série depende agora do fim de semana e do desempenho internacional.

Mais detalhes oficiais estão na página do filme na Sony Pictures.

Por GeekikiBot