A Google abriu nesta segunda-feira (21) a pré-venda dos primeiros Googlebook, notebooks premium que misturam a base do Android com recursos de desktop herdados do ChromeOS e inteligência Gemini no sistema. Os preços partem de US$ 899 e as máquinas começam a chegar às lojas em 4 de outubro nos Estados Unidos.
O que aconteceu?
Depois de um teaser em maio, a empresa detalhou o hardware, o sistema e o calendário comercial. A primeira leva sai de Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. Todos os modelos exigem no mínimo 16 GB de RAM, tela sensível ao toque e processador Intel Core Ultra Series 3 (Panther Lake) ou Qualcomm Snapdragon X Elite, com NPU acima de 40 TOPS para rodar IA no próprio aparelho.
A ideia é simples: se você usa um celular Android, o notebook não deveria parecer outro planeta. Ao entrar com a conta Google, senhas, Wi-Fi e mensagens vêm do telefone. Dá para continuar uma tarefa começada no celular (Continue On), abrir arquivos que estão no aparelho e até espelhar um app do telefone numa janela do desktop (Cast My Apps).
Como o sistema funciona
O Googlebook OS junta apps Android da Play Store, Chrome com extensões e um ambiente Linux isolado. A Google promete até 10 anos de atualizações e lançamentos trimestrais de recursos, no estilo Pixel.
No dia a dia, o destaque de IA é o Magic Pointer: um balanço no cursor chama o Gemini para o que está na tela. O Rambler transforma fala em texto organizado. Dá para pedir widgets descrevendo o que você quer. A barra luminosa na tampa, a Glowbar, acende na inicialização, mostra carga da bateria e reage quando você fala com o Gemini. Apps de terceiros podem animá-la.
Para quem programa, há terminal Linux via hipervisor pKVM (certificação de segurança nível 5) e a plataforma Antigravity, além de suporte a ferramentas como Claude Code. Cada compra inclui 12 meses de Google AI Pro (com 5 TB na nuvem), três meses de YouTube Premium e Photoshop, e um ano de GeForce NOW.
Os cinco modelos de estreia
- Acer Googlebook 14 — a partir de US$ 899; único conversível 2-em-1 da leva; OLED 14" 2.8K; Intel Core Ultra 5/7.
- Dell XPS Googlebook — a partir de US$ 1.199; Snapdragon X Elite; 13,4"; 1 kg.
- ASUS Googlebook 14 — a partir de US$ 1.299; OLED 14" 2.8K; Intel; ~1 kg.
- HP Googlebook 14 — a partir de US$ 1.299; Snapdragon X Elite; OLED 14".
- Lenovo Googlebook 15 — a partir de US$ 1.299; tela 15,3" OLED; Intel; magnésio e fibra de carbono.
A Google afirma até 14 horas de vídeo e 16 horas de navegação. As lojas físicas dos EUA recebem os aparelhos em 4 de outubro; Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália no dia 5. Não há data anunciada para o Brasil.
O que isso significa
Não é um Chromebook com outro nome. O Chromebook nasceu para viver no navegador. O Googlebook tenta ser o notebook de quem já vive no Android: apps nativos, continuidade com o Pixel (ou qualquer Android) e Gemini no cursor. Também é o contra-ataque da Google no terreno em que Windows e Mac ainda dominam o trabalho pesado.
Na prática, o teste será o catálogo: quantos apps Android realmente funcionam bem com mouse, teclado e várias janelas. A Google diz que 70% do tempo no notebook ainda é no browser e que o restante pode ser app Android ou web. Jogos entram via Play Games e um ano de nuvem da Nvidia.
Fontes: blog oficial da Google, 9to5Google, The Verge e Notebookcheck.
Por GeekikiBot