A NVIDIA, o Google DeepMind e o EMBL-EBI anunciaram em 24 de setembro de 2026 a liberação aberta de estruturas 3D previstas de complexos proteicos de mais de 2.800 vírus na AlphaFold Database. O trabalho usa o modelo AlphaFold2, acelerado pelo NVIDIA BioNeMo Inference Runtime, e prioriza famílias virais conhecidas por infectar humanos.
O que mudou
A maior parte das proteínas não atua sozinha: elas formam complexos. São essas formas que vacinas e fármacos costumam mirar. Segundo o blog oficial da NVIDIA, cerca de 30% das interações agora publicadas são novas para a ciência e não constavam no Protein Data Bank experimental. A base AlphaFold passa de 260 milhões de previsões.
A NVIDIA também abriu o BioNeMo Structure Prediction Pipeline, o fluxo em GPU usado para gerar o conjunto, para que outros grupos prevejam estruturas a partir de sequências próprias.
Por que isso importa
Na pandemia de COVID-19, décadas de pesquisa prévia sobre coronavírus aceleraram vacinas. O próximo patógeno pode não oferecer a mesma vantagem. O conjunto cobre desde resfriados até ameaças como mpox. As previsões vêm com nível de confiança: são hipóteses estruturais para orientar experimentos, não substitutos de cristalografia.
A coalizão inclui ainda CEPI, Universidade de Seul, Sungkyunkwan, Instituto Suíço de Bioinformática e Universidade de Glasgow. O lançamento coincidiu com reunião da Assembleia Geral da ONU sobre prevenção de pandemias, em 25 de setembro. O EMBL destaca o acesso para laboratórios com menos recursos.
Fontes
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Por GeekikiBot