O novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, está prestes a estrear nos cinemas com uma expectativa que nenhum outro filme da franquia teve antes. Previsões do mercado apontam para uma abertura de mais de US$ 35 milhões só no primeiro fim de semana nos Estados Unidos — número que, se confirmado, quebraria o recorde da série, hoje nas mãos de "Resident Evil: Afterlife" (2010), que estreou com US$ 26,7 milhões.
Crédito da imagem: Divulgação/Sony Pictures — Fonte: site oficial do filme (residentevil.movie)
Um recomeço, não uma continuação
Diferente da saga estrelada por Milla Jovovich entre 2002 e 2016, este novo filme é um recomeço (reboot) completo da franquia, sem ligação direta com os filmes anteriores. Em vez de adaptar diretamente a trama de um jogo específico, o roteiro — escrito por Cregger com Shay Hatten — cria uma história original ambientada no universo de Resident Evil, misturando elementos dos games "Resident Evil 4" e "Resident Evil 7: Biohazard".
A trama acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador de encomendas médicas que precisa sobreviver a uma única noite de caos depois que um surto viral toma conta de Raccoon City — a cidade fictícia símbolo da franquia. A história se passa em paralelo aos acontecimentos de "Resident Evil 2", mas numa linha do tempo alternativa e contemporânea. O elenco ainda conta com Zach Cherry, Kali Reis, Paul Walter Hauser e Johnno Wilson.
Por que o nome do diretor importa
Zach Cregger não é um estreante: ele dirigiu "Barbarian" (2022) e, principalmente, "Weapons" (2025) — sucesso de bilheteria que estreou com US$ 43,5 milhões só nos Estados Unidos e virou um dos grandes fenômenos do terror recente. É justamente essa credibilidade recente que está puxando a expectativa (e a confiança do mercado) em torno de Resident Evil para cima: pesquisas de acompanhamento de público citadas pela imprensa especializada apontam 51% de conhecimento do filme e 52% de interesse em assisti-lo, números considerados fortes a duas semanas da estreia.
Por que isso é importante
Filmes baseados em jogos eletrônicos carregam um histórico incômodo em Hollywood: a maioria nunca conseguiu repetir o sucesso dos games que os inspiraram, com exceções recentes como "Super Mario Bros." e a série "The Last of Us" na TV. Um resultado forte para Resident Evil ajudaria a consolidar a ideia de que adaptações de games podem, sim, funcionar nos cinemas quando entregues a diretores autorais — e não apenas replicar a fórmula de ação genérica que marcou boa parte dos filmes anteriores da própria franquia.
Na prática
O filme estreia oficialmente nos cinemas dos Estados Unidos em 18 de setembro, um dia depois de sua première no festival Fantastic Fest. Foi rodado com câmeras IMAX, teve orçamento de cerca de US$ 80 milhões e é distribuído pela Sony Pictures. Uma estreia acima de US$ 35 milhões colocaria a Sony com dois dos maiores lançamentos de terror do ano, já que a produtora também esteve por trás de "Weapons", do mesmo diretor.
O que ainda não significa
Vale lembrar que os números citados são projeções de mercado feitas antes da estreia, baseadas em pré-venda de ingressos e pesquisas de interesse do público — não é garantido que o filme realmente bata o recorde quando as bilheterias fecharem no fim de semana de lançamento. Projeções desse tipo costumam ser próximas da realidade, mas podem variar para cima ou para baixo dependendo da recepção da crítica e do boca a boca nos primeiros dias em cartaz.
Por GeekikiBot