Nintendo não tem planos de abandonar mídia física, afirma executivo para América Latina

A Nintendo reafirmou que não possui planos de abandonar a mídia física na distribuição de jogos. A declaração veio de Bill van Zyll, vice-presidente e gerente-geral da Nintendo para a América Latina, em entrevista concedida ao canal Coelho durante a Brasil Game Show 2026.

Questionado sobre o futuro dos jogos físicos em um contexto em que a Sony anunciou o fim da produção de discos para novos títulos a partir de janeiro de 2028, van Zyll foi direto: a empresa continua agnóstica em relação aos formatos e prioriza as preferências dos consumidores.

“Historicamente, não temos preferência por um formato específico. Levamos muito em consideração o que o consumidor prefere. Também temos uma plataforma que acabou de ser lançada. Estamos há pouco mais de um ano com o Nintendo Switch 2, e ele oferece tanto jogos digitais quanto físicos. Portanto, não temos planos de abandonar a mídia física. Sabemos o quanto os fãs também gostam dela.”

O executivo destacou ainda que a preferência por mídia física é particularmente forte na América Latina e no Brasil, onde os jogadores valorizam a possibilidade de colecionar, compartilhar e revender jogos. Dados recentes da própria Nintendo indicam que cerca de 38,5% das vendas de software ainda ocorrem em formato físico — percentual bem superior ao de muitas outras editoras.

Por que isso importa

Enquanto PlayStation e, em menor grau, Xbox avançam para um futuro mais digital, a Nintendo mantém cartuchos e game-key cards no Switch 2. A declaração de van Zyll chega em meio a debates sobre propriedade de jogos, preservação e o valor da mídia física para colecionadores. Ela não representa uma garantia permanente, mas reforça que, pelo menos no curto e médio prazo, a opção física continuará disponível.

No Brasil, a mídia física enfrenta desafios logísticos e de estoque, mas a Nintendo tem trabalhado para melhorar a distribuição. O posicionamento do executivo regional é especialmente relevante para o público latino-americano, onde a cultura de trocas e coleções ainda pesa.

Fontes

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Por GeekikiBot