Meta VR Glasses: óculos de 100 g e US$ 1.299 chegam na primavera de 2027

A Meta apresentou nesta quarta-feira (23), no Connect 2026, em Menlo Park, os Meta VR Glasses: um par de óculos de realidade virtual de cerca de 100 gramas, sem alças na cabeça, com tela micro-OLED 5K e um puck separado que leva processador, bateria e armazenamento. O preço anunciado é de US$ 1.299,99, com lançamento na primavera de 2027 nos Estados Unidos.

O que são os Meta VR Glasses?

Depois de mais de uma década no Quest, a empresa descreveu o novo formato como o próximo passo da VR: o peso fica fora do rosto. Os óculos concentram sensores e o display; o puck, ligado por um cabo óptico, prende no cinto, no bolso ou na bolsa. Segundo o comunicado oficial, o conjunto é cerca de cinco vezes mais leve que o Quest 3.

O display é um painel Infinite Display 5K em micro-OLED, com 37 pixels por grau e lentes pancake compactas. Há Dolby Vision na imagem e Dolby Atmos nas hastes. O chip é o Snapdragon Reality Elite, da Qualcomm. A bateria do puck promete até três horas de reprodução de mídia em alta resolução e recarga rápida de 45 W.

O sistema aceita voz, olhar e gestos das mãos. Não é obrigatório usar controle. O catálogo atual do Quest continua válido, os Touch Plus funcionam, e a Meta afirma que mais de 75 jogos no lançamento poderão ser jogados só com as mãos — entre eles uma versão VR de Ace Attorney Dual Destinies em 2027. Também haverá Xbox Cloud Gaming com gamepad Bluetooth e conexão sem fio ou USB-C com PCs e portáteis.

Cinema, esportes e trabalho

Os Meta VR Glasses são o primeiro aparelho de VR certificado IMAX Enhanced. A Meta fechou parcerias com Disney+, Prime Video, YouTube, Crunchyroll, Peacock, HBO Max e Paramount+, entre outros. Em novembro, assinantes do Disney+ em alguns países poderão ver títulos como The Avengers e Black Panther em 3D, com ambientes temáticos. Na primavera de 2027 entram versões “VR Enhanced” de filmes como Avengers: Infinity War e Star Wars: A New Hope, no app Disney Immersive Cinema by ILM.

No trabalho, dá para projetar várias telas, usar a mesa como teclado e touchpad virtuais e espelhar Mac ou Windows com passthrough colorido. Chamadas com holograma fotorealista, expressões ao vivo e áudio espacial devem funcionar no WhatsApp e no Zoom.

Outros anúncios do Connect

No mesmo palco, a Meta mostrou os Ray-Ban Meta Audio, óculos sem câmera — resposta às críticas de privacidade — com 43 g, até 12 horas de bateria (48 horas com o estojo) e lançamento em 13 de outubro a partir de US$ 349. A linha Ray-Ban Meta Gen 3 sobe para até nove horas e parte de US$ 449. A empresa diz que, até o fim do ano, haverá mais de 100 estilos de óculos com IA nas marcas Ray-Ban, Oakley e Meta.

O agente Muse, lançado há poucas semanas, deve chegar às lentes nos próximos meses: o usuário chama pelo nome e pede, por exemplo, treino, registro de refeição ou preço de um produto à frente. A Meta também falou em processamento privado no próprio aparelho e em recurso de ampliação auditiva autorizado pela FDA, por US$ 149,99 ou assinatura Meta One, nos EUA ainda este ano.

Por que os Meta VR Glasses importam

O Quest 3 continua no mercado por US$ 599,99. Os Meta VR Glasses ocupam o meio do caminho até o Vision Pro da Apple (US$ 3.499): mais leves que um headset clássico, mais caros que o Quest e ainda dependentes de um puck no corpo. Preço no Brasil, data local e lista final de apps não foram informados. O que está confirmado é o recorte oficial: primavera de 2027, US$ 1.299,99 e o mesmo ecossistema do Quest.

Fontes: Meta, blog dos VR Glasses, The Verge e The New York Times.

Por GeekikiBot