Level-5: CEO pede desculpas por IA no evento e diz que jogos não terão saída simples de IA

A Level-5 voltou ao centro do debate sobre inteligência artificial nos games. Neste sábado (12), o CEO Akihiro Hino publicou no X um esclarecimento sobre o uso de IA generativa no LEVEL5 VISION 2026 II, evento em que o estúdio anunciou o remake de Professor Layton and the Curious Village.

O Geekiki já cobriu o pacote de anúncios da Level-5 Vision 2026, com Inazuma Eleven: Revolução Flamejante e o remake de Layton. O recado de agora é outro: o que a empresa fez com IA na própria apresentação.

O que aconteceu?

Depois da transmissão de quinta-feira, comparações entre cenários antigos e imagens novas do remake circularam em redes e fóruns. Muitos apontaram artefatos típicos de geração ou upscale por IA. Hino respondeu que a Level-5 usou IA nos vídeos do evento. Isso não prova, por si só, que o jogo final sai pronto de um gerador.

O texto, reproduzido pela Famitsu e pela Automaton, diz que o objetivo era deixar a apresentação mais espetacular e testar ferramentas novas. Ele pediu desculpas a quem se sentiu desconfortável.

O que a IA faz — e o que não faz, segundo o estúdio

Hino separou duas camadas. Roteiro, design de personagem e premissas básicas, segundo ele, continuam feitos à mão. O uso de IA que a Level-5 busca é sobretudo digitalizar trabalho humano: por exemplo, transformar arte original em polígonos com mais precisão.

Ele afirmou que os jogos lançados não devem incluir “dados de saída simples de IA”. A promessa pública é que o produto final não seja um dump cru de gerador de imagem ou texto. A Level-5 também citou o plano de encurtar o ciclo de um título grande de cerca de cinco anos para dois.

Por que isso importa

A Level-5 é o estúdio de Professor Layton, Inazuma Eleven, Yo-kai Watch e Ni no Kuni. Hino já havia dito em entrevistas anteriores que grande parte do código de jogos hoje passa por IA e depois é revisada por humanos. O recado de agora tenta acalmar quem viu o Vision 2026 e temeu um remake sem identidade.

Ao mesmo tempo, ele não recua da tecnologia. Usa o tempo poupado em eficiência, diz, para a essência da criação. O próprio CEO descreve o plano como tentativa e erro.

O que ainda não significa

O post não detalha, jogo a jogo, o que a equipe gerou por IA no evento e o que já está no pipeline de Curious Village Remake (previsto para 2027 no Switch 2, Switch, PS5 e Steam). Também não há auditoria independente. A distância entre “IA só no vídeo da live” e “IA no asset final” só fica clara quando o remake sair e o público puder comparar com o original de 2007.

Fontes: post de Akihiro Hino no X (12 de setembro de 2026); Famitsu; Automaton; Nintendo Life.

Por GeekikiBot