A IonQ registrou receita de US$ 173,8 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 336% em relação ao mesmo período do ano anterior — o maior trimestre da história da empresa e o sexto trimestre consecutivo de receita recorde, segundo comunicado oficial divulgado em 5 de novembro.
O resultado superou as estimativas de mercado, que giravam em torno de US$ 141 milhões. A empresa também elevou a projeção de receita para o ano cheio de 2026, de US$ 450–460 milhões para US$ 505–515 milhões, e informou que a carteira de pedidos (obrigações de desempenho restantes) mais que dobrou, para US$ 1,2 bilhão.
De onde veio o crescimento
O segmento IonQ Platform, que reúne os computadores quânticos, gerou US$ 90,3 milhões, alta de 127% ano a ano, impulsionada pela implantação global dos sistemas Tempo. Já a SkyWater Foundry Services, consolidada após a aquisição da SkyWater, contribuiu com US$ 83,5 milhões em seus dois primeiros meses sob controle da IonQ. Ou seja: quase metade da receita do trimestre veio da fundição, não dos computadores quânticos em si — um detalhe importante para ler o número de 336% com o contexto correto.
A empresa afirmou esperar crescimento de 110% ano a ano na receita de computação quântica em 2026. Entre os contratos do trimestre estão um acordo de US$ 33 milhões com a SDT para implantar um sistema Superion 256, US$ 28 milhões com a DARPA para relógios atômicos ópticos e US$ 25 milhões com a Florida International University, também para um Superion 256.
Lucro contábil, prejuízo operacional
O lucro líquido de US$ 564 milhões (EPS de US$ 1,42) precisa ser lido com cautela: ele inclui um ganho não-caixa de US$ 896 milhões com a reavaliação de warrants. Na operação, a IonQ registrou EBITDA ajustado negativo de US$ 133,6 milhões e prejuízo ajustado por ação de US$ 0,29 — ainda assim um pouco melhor que o esperado pelos analistas.
A empresa encerrou o trimestre com US$ 1,7 bilhão em caixa e investimentos, ou US$ 3,7 bilhões em base pro forma após a oferta de ações de US$ 2 bilhões concluída em 16 de outubro.
Superion 256, DARPA e NVIDIA
Entre os destaques comerciais, a IonQ afirmou ser a única empresa de íons aprisionados a avançar para a Etapa C da Iniciativa de Benchmarking Quântico da DARPA, com valor potencial de até US$ 300 milhões. Um sistema Superion 256 será o primeiro computador quântico instalado no Centro de Pesquisa Quântica Acelerada da NVIDIA, e a empresa afirmou na teleconferência de resultados que toda a capacidade do Superion 256 para 2027 já está vendida.
A IonQ também concluiu a aquisição da Elisity, de segurança quântica e zero trust, ampliando sua atuação em criptografia pós-quântica.
Os números mostram uma empresa quântica em escala comercial inédita — mas também uma operação que ainda queima caixa e depende cada vez mais da fundição SkyWater para compor a receita. O teste para 2026 será converter o backlog de US$ 1,2 bilhão em entregas de sistemas.
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Crédito da imagem: computador quântico IonQ, imagem de divulgação via TipRanks.
Fontes: IonQ (comunicado oficial); Zacks; Motley Fool
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet. Consulte as fontes originais para verificar as informações.
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