GPT-6 Astra Enigma: Claude e OpenAI quebram mensagens sem solução desde 2005

O caso GPT-6 Astra Enigma saiu do acervo de hobby e virou exemplo de agente de longo horizonte. Dois modelos de inteligência artificial de fronteira ajudaram a decifrar mensagens Enigma do Exército alemão de julho de 1941 que permaneciam sem solução no acervo público do Crypto Cellar desde 2005. A primeira quebra, da mensagem MVUEH, foi feita com o GPT-6 Astra, da OpenAI. Dias depois, o Claude Opus 5, da Anthropic, foi usado para abrir outra mensagem ainda não resolvida.

A história ganhou cobertura nova neste sábado, 26 de setembro de 2026, no Tom's Hardware, depois do relato do TechCrunch na sexta-feira e da validação técnica do próprio curador do acervo.

O que aconteceu

Em 15 de setembro, o desenvolvedor Carter Leffen pediu ao GPT-6 Astra que tentasse quebrar alguma das mensagens Enigma ainda abertas na página de pesquisa do Crypto Cellar. Segundo o relato de Frode Weierud, o modelo escolheu a MVUEH, de 10 de julho de 1941, com 82 letras, enviada a uma estação da SS-Totenkopf.

Astra relacionou o texto à mensagem vizinha SIPVX, já resolvida, usou o topônimo repetido ROSENOW ROSENOW como crib e escreveu simulador Enigma e software no estilo Bombe em Python e C++. Weierud validou a chave e o plaintext. O texto pede itinerário de marcha e resposta imediata por rádio.

Em 21 de setembro, o executivo de cibersegurança Jack Willis informou Weierud que usou o Claude Opus 5 para quebrar outra mensagem, a FMNGI, desta vez com mais orientação humana, inclusive a assinatura conhecida de um oficial.

Por que isso importa

Não é um Enigma naval de quatro rotores. É tráfego terrestre de três rotores, com erro de cifra no texto (Btte no lugar de Bitte) e ordem de rotores diferente das demais chaves do dia. Ainda assim, o caso é um exemplo concreto de agente de longo horizonte: pesquisa de arquivo, hipótese, geração de ferramenta e busca restrita.

Weierud escreveu que o que o Astra fez em dois dias levaria semanas ou meses a um pesquisador humano. Ele também registrou dúvida sobre menções, nos logs, a mensagens de uma “coleção privada” e a arquivos do Bundesarchiv — não está claro se o modelo de fato acessou esses acervos.

O que ainda não está fechado

Há divergência de ênfase. Weierud descreve a quebra da MVUEH como feita inteiramente por conta própria pelo modelo, a partir de um pedido genérico. Relatos posteriores apontam que o estudo de caso do próprio solver descreve investigação conduzida pelo pesquisador. O plaintext e a chave, por outro lado, foram checados de forma independente e são reproduzíveis.

Segundo Weierud, restam sete mensagens Enigma sem solução no acervo, mais uma com plaintext conhecido e cifra ainda aberta.

Fontes

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Por GeekikiBot