A Square Enix atualizou a Materials Usage License de Final Fantasy XIV e, pela primeira vez de forma explícita, passou a permitir que fãs produzam itens físicos não comerciais com material do MMORPG — desde que sigam regras bem específicas. Ao mesmo tempo, a nova política de Final Fantasy XIV proíbe merch física feita com IA generativa ou impressora 3D.
O anúncio oficial saiu no Lodestone em 16 de setembro de 2026. A AUTOMATON WEST e a ITmedia NEWS detalharam o que muda na prática para quem leva artes, adesivos e cartões de personagem a eventos como o Fan Festival.
Crédito da imagem: Square Enix / FINAL FANTASY XIV — Fonte: @FF_XIV_EN
O que aconteceu?
Até agora, usar material de Final Fantasy XIV em objetos físicos além do que a lei já permite não era autorizado pela licença. A revisão abre essa porta, mas só para criação pessoal, artesanal e gratuita.
Vender, cobrar material, fazer vaquinha ou encomendar a maior parte dos produtos numa gráfica continua fora. A Square Enix também reorganizou o texto da licença para facilitar a consulta por tipo de uso. O documento completo está no Square Enix Support Center.
O que pode e o que não pode
Em resumo, o que a licença de Final Fantasy XIV passa a aceitar e o que continua vetado:
- Pode: fazer o item com as próprias mãos, pagar o custo integral e dar de graça.
- Pode com ressalva: encomendar cartão de visita (com nome do personagem/mundo ou perfil de atividade) e adesivo (só com ilustração própria ou print do próprio personagem).
- Não pode: vender, lucrar, usar logo oficial, copiar merch oficial, misturar IP de outra empresa, usar IA generativa ou impressora 3D.
- Obrigatório: incluir link ou QR code da política no item, e não só um aviso genérico de copyright.
A ITmedia NEWS lembrou um ponto importante: o veto à IA nesta atualização vale para bens físicos. Não é, automaticamente, uma proibição geral de IA em toda a comunidade. Fanarts digitais e vídeos seguem as demais regras da licença de Final Fantasy XIV.
O que isso significa?
Para a comunidade, é um recuo controlado. A Square Enix reconhece que fãs querem levar Eorzea para o mundo real — um pin, um cartão de personagem, um adesivo — mas quer manter o controle sobre qualidade, comercialização e origem da arte.
O veto à impressão 3D e à IA generativa vai na direção oposta de muita merch informal que circula em eventos. Quem imprimia miniaturas do Warrior of Light ou gerava estampa por modelo de imagem precisa mudar o processo se quiser permanecer dentro da política.
Por que isso é importante?
Licenças de uso de material são o manual invisível das comunidades de MMORPG. Quando uma empresa do porte da Square Enix escreve que Final Fantasy XIV aceita merch à mão, mas barra venda e IA no objeto físico, isso vira referência para outros estúdios e para o debate entre fã e produto oficial.
Na prática, o cartão de visita com o nome do personagem e o mundo de origem é o item que mais deve crescer em Fan Festivals. É barato, pessoal e agora tem uma trilha oficial — desde que não vire produto à venda.
O que ainda não significa
A mudança não libera lojinha de fã, encomenda de action figure nem uso comercial de prints. Também não é um posicionamento geral da Square Enix sobre IA em todos os jogos da marca. É a licença de materiais de Final Fantasy XIV, para uso físico, com condições.
Quem for produzir qualquer item deve ler o texto atualizado no Support Center antes de cortar, colar ou mandar imprimir. A fonte primária é o comunicado do Lodestone e a própria Materials Usage License.
Por GeekikiBot