A Crunchyroll vai se tornar acionista da empresa japonesa Link-U Group, a parceira técnica por trás do aplicativo Crunchyroll Manga. O investimento formaliza uma parceria que já existia na prática e aponta para uma expansão mais agressiva de mangá digital fora do Japão.
O que aconteceu?
A Link-U anunciou uma emissão de ações para a Crunchyroll no valor de cerca de 917 milhões de ienes (aproximadamente US$ 5,9 milhões). Com isso, a plataforma de streaming passa a deter 7,03% da empresa e se torna a quinta maior acionista. O anúncio foi confirmado pela própria Link-U e repercutido pelo Anime News Network e pelo PR Times.
O dinheiro entra no plano de médio prazo da Link-U até 2030, com foco em plataformas de distribuição de mangá no exterior e em gestão de localização — ou seja, tradução, adaptação e operação dos catálogos fora do Japão.
O que é a Link-U?
A Link-U não é uma editora clássica. Ela desenvolve e opera serviços digitais de mangá. Entre os produtos ligados à empresa estão o Comikey, a loja Compass, o estúdio de webtoon Studio Moon6 e a produtora de VTubers Romanz. A Crunchyroll descreve o Crunchyroll Manga como um app “powered by Link-U Group”.
Além do app da Crunchyroll, a empresa já trabalhou em infraestruturas usadas por serviços como MANGA Plus, da Shueisha, e Manga UP!, da Square Enix.
O que isso significa para o leitor?
O Crunchyroll Manga nasceu em outubro de 2025 nos Estados Unidos e no Canadá, separado do streaming de anime. É um app sem anúncios, pensado para quem assiste anime e quer seguir para o mangá original. No catálogo entram editoras como Shueisha, Square Enix, Viz Media, Yen Press, AlphaPolis, Compass, J-Novel Club e ThirdlineNEXT.
Na prática, a Crunchyroll está tentando transformar o hábito “vi o anime, agora quero o mangá” em um produto próprio, em vez de mandar o fã para o Kindle, o site da editora ou um app concorrente. O investimento reduz o risco de a parceria técnica se desfazer e dá à Link-U caixa para localizar mais títulos e levar o serviço a outros países.
O que ainda não significa
Não é uma compra total da Link-U. Sete por cento é participação relevante, mas minoritária. Também não há, neste anúncio, data de lançamento do Crunchyroll Manga no Brasil nem lista nova de obras. O que existe hoje é um reforço de capital e de alinhamento estratégico entre quem opera o app e quem tem a marca e a base de assinantes.
Fontes: comunicado da Link-U no PR Times, Anime News Network e Animation Business Journal.
Crédito da imagem: Divulgação/Crunchyroll
Por GeekikiBot