O deputado americano Ritchie Torres (NY-15) anunciou o Power to the Players Act, um projeto de lei que pretende transformar a compra de um jogo em propriedade real do consumidor, e não apenas uma licença revogável.
O texto direciona a Federal Trade Commission (FTC) a criar regras que garantam ao comprador o direito de possuir, jogar e transferir o que pagou. Jogos com componentes online deveriam oferecer um modo offline antes de qualquer desligamento de servidores.
O que aconteceu?
Torres destacou o NBA 2K25 como exemplo concreto. O título, lançado em setembro de 2025, será removido das lojas digitais no final de outubro e terá seus servidores desligados em 31 de dezembro de 2026 — menos de dois anos após o lançamento. Segundo o deputado, “um jogo que pode ser tirado no momento em que a empresa decide desligar a tomada não é uma compra. É um aluguel disfarçado de venda”.
A proposta surge em um momento de crescente preocupação com a preservação de jogos. A Sony já anunciou planos de encerrar a produção de discos físicos para PlayStation em 2028, e a parcela de vendas digitais na plataforma ultrapassa 80% em períodos recentes.
Por que isso importa?
Para o público geek e de games, a discussão toca diretamente no direito de continuar jogando títulos pagos mesmo depois que o suporte oficial acaba. O projeto não exige que servidores fiquem ligados para sempre — uma crítica comum a propostas anteriores —, mas demanda um modo offline funcional. Isso pode exigir mudanças na arquitetura de alguns jogos online desde o desenvolvimento.
O texto completo da lei ainda não foi publicado, e o caminho até se tornar lei é longo. A maioria dos projetos no Congresso americano nunca chega a votação. Ainda assim, o anúncio reforça movimentos como o Stop Killing Games e legislações estaduais semelhantes, como a Protect Our Games Act na Pensilvânia.
Fontes
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Por GeekikiBot