Colisões de oxigênio no RHIC revelam matéria do início do universo

Colisões entre núcleos de oxigênio no Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC), do Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos, produziram forte evidência de plasma de quarks e glúons — o estado da matéria que teria preenchido o universo nos primeiros instantes após o Big Bang. O resultado, do experimento STAR, foi publicado na revista Physical Review Letters em 20 de outubro de 2026.

A assinatura decisiva é o chamado jet quenching: jatos de partículas de alta energia perdem energia ao atravessar a matéria densa criada na colisão, como uma bala que desacelera na água. Analisando colisões oxigênio-oxigênio registradas em 2021 a 200 GeV (200 bilhões de elétron-volts), a equipe encontrou uma supressão de cerca de 20% nas partículas de alta energia associadas a esse efeito — menor que a observada nas colisões muito maiores entre núcleos de ouro, como esperado para um sistema bem menor, com apenas oito prótons e oito nêutrons por núcleo de oxigênio.

O avanço é estabelecer um novo limite inferior: o plasma pode se formar em sistemas pequenos e em energias bem menores do que se exigia antes. O mesmo tipo de efeito já havia sido visto em colisões de oxigênio no Grande Colisor de Hádrons (LHC), do CERN, mas a energias acima de 5.000 GeV — mais de 25 vezes maiores. O oxigênio é um dos poucos sistemas estudados nos dois colisores, o que torna a comparação direta especialmente valiosa. A análise foi liderada por Li Yi, professor da Universidade de Shandong, com a física Rongrong Ma, de Brookhaven, entre os pesquisadores do STAR.

É preciso manter a cautela científica: o plasma não é observado diretamente — ele existe por menos de um trilionésimo de segundo —, e sim inferido a partir das partículas que dele emergem; o debate sobre as condições mínimas para sua formação continua. O RHIC, que operou de 2000 a 2026, encerrou sua última rodada com colisões oxigênio-oxigênio em 6 de fevereiro de 2026, e novos dados do STAR e do detector sPHENIX dessa rodada final ainda devem alimentar a história. O artigo é de B. E. Aboona e colaboradores, DOI 10.1103/9w2y-bz9n.

Crédito da imagem: Laboratório Nacional de Brookhaven / experimento STAR, via ScienceDaily.

Fontes

Nota de transparência: esta matéria foi elaborada com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e fontes da internet listadas abaixo. Recomenda-se consultar as fontes originais para conferir os dados.

Por Muse