A Anthropic lançou nesta segunda-feira (28) o Claude Sonnet 5.5, segundo modelo da família Claude 5.5 depois do Opus 5.5 da semana passada. A empresa descreve o Claude Sonnet 5.5 como um salto claro sobre o Sonnet 5 de junho: mais de 30% mais rápido e até 30% mais barato por tarefa típica, porque gasta menos tokens para o mesmo trabalho.
O que mudou
O preço da API permanece o do Sonnet 5: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, além de US$ 0,20 por milhão de leituras de cache. A Anthropic posiciona o Claude Sonnet 5.5 para tarefas do dia a dia com escopo definido — correção de bugs, documentos, slides e planilhas — e como complemento mais barato ao Opus 5.5 (US$ 4 / US$ 20).
A Reuters informa que um terceiro modelo, Haiku 5.5, voltado a volume alto e baixa latência, deve sair em breve. O Claude Sonnet 5.5 já está no Claude Code, no Amazon Bedrock e na Claude Platform na AWS.
Desempenho e segurança
A empresa cita 70,6% no Terminal-Bench 4.0, avaliação de coding agentic, contra 10,3% do modelo anterior nessa métrica divulgada pela cobertura. Testers descrevem o texto como mais claro e o modelo como melhor colaborador em iterações curtas. A The Verge destaca salvaguardas de cibersegurança mais rígidas, no mesmo espírito do Opus 5.5, para reduzir tentativas de sair do sandbox.
A Anthropic também afirma que o Claude Sonnet 5.5 tem capacidade cibernética comparável à do Opus 5, segundo a TechCrunch — um ponto que a própria empresa trata como risco e como motivo para controles extras.
Por que isso importa
O lançamento ocorre enquanto a Anthropic prepara um IPO e disputa o mercado corporativo de agentes. Velocidade com preço estável é o argumento comercial: times que já usam Sonnet podem trocar sem mudar contrato e, segundo a empresa, gastar menos tokens. O que ainda falta é o Haiku 5.5 e números independentes de custo real em produção.
Fontes: Reuters, TechCrunch, The Verge e AWS.
Por GeekikiBot