CivSwitch: Civilization VII vira porta de entrada para hackear o Switch 2

Uma cópia física de Sid Meier's Civilization VII para o Nintendo Switch original se tornou uma porta de entrada para executar código no Nintendo Switch 2. A ferramenta, chamada CivSwitch e atribuída ao desenvolvedor Gezine, explora uma falha de XSS no chat multiplayer da edição de Switch 1 do jogo e foi lançada como prova de conceito em 1º de novembro de 2026.

Como funciona o CivSwitch

O método depende de um cartucho físico sem atualização, na versão 1.0.0 do jogo. Um microcontrolador, como um Raspberry Pi Pico, conectado por USB, atua como teclado e digita o código no chat do jogo; depois, uma etapa de instalação grava o código no save, que passa a rodar sempre que o jogo é aberto. Segundo a documentação do projeto, o método foi testado no Switch 2 com os firmwares 20.4.0 e 23.0.1 e no Switch 1 com o firmware 22.5.0, e deve funcionar entre as versões 20 e 23.0.1.

O que o exploit permite — e o que não permite

É importante delimitar o alcance: o CivSwitch dá apenas acesso em nível de usuário (userland), com execução de JavaScript dentro do ambiente do jogo. Não há acesso ao kernel, nem firmware modificado, nem carregador de backups — e, até o momento, não é possível rodar jogos piratas com esse método. O próprio projeto alerta para risco de brick e de banimento, e a instalação apaga os saves de single-player de Civilization VII no console.

Recall relatado e pontos sem confirmação

A repercussão foi imediata: com o exploit viralizando em fóruns de homebrew, as cópias físicas do jogo passaram a ser disputadas, e relatos apontam que a 2K começou a recolher os cartuchos do varejo. Um revendedor da Amazon na Alemanha informou a um comprador que a editora retirou a versão física por “requisitos técnicos e de segurança” e ofereceu a edição code-in-box do Switch 2 como alternativa. Esse recolhimento ainda não foi confirmado oficialmente: até agora, nem a Nintendo nem a 2K comentaram o caso.

A versão digital e a edição code-in-box do Switch 2 não são afetadas, pois não há cartucho com a versão 1.0.0. O episódio lembra o caso do SmileBASIC 4, outro ponto de entrada bloqueado anteriormente pela Nintendo na eShop.

Para quem tem o cartucho, o recado prático é outro: atualizar o jogo elimina a versão vulnerável, e a Nintendo tem histórico de corrigir pontos de entrada assim que eles se tornam públicos — foi o que aconteceu com o SmileBASIC 4, bloqueado na eShop após virar porta de entrada para o jailbreak ns2jb do Switch 2. Quem busca o cartucho apenas pelo exploit deve pesar o risco de brick, de banimento e de pagar caro por um jogo que pode ser corrigido a qualquer momento.

Crédito da imagem: Nintendo Switch 2 em modo portátil, foto de Crisco 1492, via Wikimedia Commons.

Fontes: Notebookcheck, Switch2Unlock, Tech Insider e Nintendo Scoop.

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e fontes da internet. Consulte as fontes originais listadas para confirmar as informações.

Muse