China bloqueia venda da ABB Robotics à SoftBank em negócio de US$ 5,4 bilhões

A China proibiu a compra da divisão de robótica da ABB, a ABB Robotics, pela SoftBank. A própria ABB confirmou a informação nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2026, em um comunicado sobre o andamento da venda do negócio, avaliada em US$ 5,375 bilhões.

Segundo a ABB, a SoftBank informou que o Escritório do Mecanismo de Trabalho para Revisão de Segurança de Investimento Estrangeiro da China proibiu a aquisição da ABB Robotics no país. A decisão atinge o negócio na China, mas a ABB afirma que o acordo global não foi cancelado.

O acordo de US$ 5,375 bilhões

Em 8 de outubro de 2025, a ABB anunciou um acordo para vender a ABB Robotics à SoftBank por um valor empresarial de US$ 5,375 bilhões, abandonando o plano anterior de abrir o capital da unidade em uma cisão. A transação dependia de aprovações regulatórias e tinha fechamento previsto para meados ou o fim de 2026.

A União Europeia aprovou o negócio em março de 2026. Em 20 de outubro, a ABB ainda esperava concluir a venda antes do fim do ano. A ABB Robotics emprega cerca de 7 mil pessoas e faturou US$ 2,3 bilhões em 2024, o equivalente a 7% da receita do grupo ABB.

O motivo atribuído à decisão

A ABB não divulgou os motivos da proibição. Segundo o Financial Times, citado pela Reuters, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) estava preocupada com a possibilidade de dados de robótica gerados na China serem transferidos para o exterior e usados para treinar modelos de inteligência artificial, inclusive os da OpenAI, na qual a SoftBank é uma grande investidora. Essa explicação é uma informação atribuída à reportagem, não uma confirmação oficial das autoridades chinesas: em coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, não confirmou nem negou a reportagem e remeteu o assunto às autoridades competentes.

A Reuters também informou que a China é o maior mercado de robótica da ABB, com cerca de 30% do negócio de robôs da empresa.

O que acontece agora

No comunicado, a ABB afirmou que as empresas estão "em diálogo próximo e trabalhando de forma construtiva na transação". A empresa não anunciou um novo prazo de fechamento nem um plano alternativo aprovado para a unidade chinesa. Até o fechamento, a ABB Robotics segue vendendo e prestando serviços com robôs sob a marca ABB.

Para a SoftBank, a compra faz parte da aposta em robótica com inteligência artificial. Ao anunciar o acordo, em outubro de 2025, o presidente e CEO Masayoshi Son afirmou que "a próxima fronteira da SoftBank é a IA física" (Physical AI).

Por que a decisão importa

O bloqueio mostra como dados gerados por robôs industriais passaram a pesar em revisões de segurança de investimento, e não apenas preço, tecnologia ou concorrência. Com a China respondendo por cerca de um terço do negócio da ABB Robotics, qualquer reestruturação do acordo terá impacto direto no valor e no formato final da venda — e no plano da SoftBank de unir robótica e inteligência artificial em escala global.

A ABB também vem ampliando sua atuação em IA física: a empresa prepara, com a NVIDIA, uma formação em IA física para a indústria. Leia mais em ABB e NVIDIA preparam formação em IA física para a indústria.

Crédito da imagem: robô industrial ABB IRB 140. Foto de David Alejandro Elvira-Ortiz, Rene de Jesus Romero-Troncoso, Arturo Yosimar Jaen-Cuellar, Luis Morales-Velazquez e Roque Alfredo Osornio-Rios, via Wikimedia Commons, licença CC BY 4.0.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e fontes da internet, e revisada a partir das fontes originais citadas acima. Consulte as fontes originais para confirmar os detalhes.

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