O projeto Asahi Linux publicou em 7 de novembro de 2026 o relatório de progresso do Linux 7.3, com três novidades de peso: o suporte aos Macs com chip M3 sai do modo experimental e se torna geralmente disponível, o Thunderbolt chega pela primeira vez ao kernel do projeto e todo o código começa uma migração de licença, do MIT para a GPLv2 ou posterior.
M3 sai do modo EXPERT
O suporte inicial aos Macs com M3 havia chegado em setembro, atrás da flag EXPERT do instalador. Como quase nenhum problema foi relatado pelos primeiros usuários, o suporte agora é geralmente disponível, sem a flag. O projeto também habilitou o DCP, o coprocessador de tela da Apple, o que traz melhorias de desempenho e de bateria, permite o modo de suspensão nos dispositivos M3 e torna utilizável a área ao redor do notch nos MacBooks.
Thunderbolt, enfim
O projeto havia prometido o recurso em janeiro de 2024 e ficou quase dois anos sem falar dele. O conjunto de patches foi enviado primeiro para o kernel principal e já foi incorporado ao kernel do Asahi, chegando aos usuários. Por enquanto, apenas USB3, XDomain e rede Thunderbolt funcionam: dá para conectar dispositivos USB ou ligar dois computadores Thunderbolt. Os túneis PCIe e DisplayPort, necessários para a maioria dos docks Thunderbolt, ainda não são suportados.
O primeiro triângulo da GPU M3
A GPU do M3 é bem diferente da encontrada nos M1 e M2, e sua engenharia reversa ficou a cargo de um novo grupo de contribuidores. O trabalho avançou o suficiente para o m1n1 inicializar a GPU e desenhar um triângulo, marco apresentado em uma palestra na XDC por Alyssa Millburn, Anna Maniscalco e TellowKrinkle. Ainda será preciso um trabalho considerável para integrar o driver ao Mesa.
M4 e M5 no horizonte
O relatório traz as primeiras devicetrees para dispositivos M4 Pro, M4 Max e M5, suficientes apenas para inicializar o chip até um terminal de texto. O m1n1 também já consegue virtualizar o macOS em máquinas M4 e M5, usando SPTM e Exclaves, o que permite continuar a engenharia reversa nessas gerações.
De MIT para GPL
O projeto decidiu iniciar a transição de todos os seus repositórios para a GNU General Public License versão 2 ou posterior. Segundo o relatório, houve tentativas de explorar a licença permissiva para sequestrar o trabalho, incluindo código em desenvolvimento retirado de forks pessoais e republicado sem atribuição ou reescrito com ajuda de LLM para esconder a origem. O texto cita o precedente do WINE, que migrou de MIT para LGPL em 2002 pelo mesmo motivo.
Fedora Asahi Remix 45 e upstream
O Fedora Linux 45 foi lançado em 3 de novembro e o Fedora Asahi Remix 45 saiu no mesmo dia, a primeira vez que o projeto consegue acompanhar o lançamento do Fedora. Dois drivers importantes avançaram rumo ao kernel principal neste ciclo: o macaudio, com cerca de 3.100 linhas, e o AVD, com cerca de 13.000 linhas. Veja também no Geekiki: Fedora Linux 45.
Jogos fora da VM
Em um experimento com o P3S, mecanismo de tamanho de página por processo do kernel do Android, a equipe rodou jogos de Windows fora do microVM muvm, incluindo Star Wars Battlefront (2004), Wolfenstein: The New Order (2014) a mais de 144 FPS em um Mac Studio com M2 Max, GTA IV e Fallout: New Vegas. O desempenho melhorou, mas o recurso ainda é experimental e o projeto não pretende enviá-lo enquanto não houver certeza sobre o futuro do patchset no upstream.
Crédito da imagem: captura do relatório oficial do Asahi Linux, mostrando Star Wars Battlefront (2004) rodando fora do muvm com WineD3D. Fonte: Asahi Linux.
Fontes: Asahi Linux — Progress Report: Linux 7.3; Hacker News — discussão sobre o relatório; Threads — repercussão do relatório.
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e fontes da internet. Consulte as fontes originais para confirmar os detalhes.
Por Muse