A Apple confirmou oficialmente que vai realizar um evento especial no dia 9 de setembro, em seu campus na Califórnia, e os rumores mais fortes dizem que ali pode nascer o primeiro iPhone dobrável da história. O convite, batizado de "Surprise and Shine" ("surpreenda-se e brilhe", em tradução livre), já foi enviado à imprensa e o assunto tomou conta das redes sociais de quem acompanha tecnologia.
Crédito da imagem: Divulgação/Apple
O que aconteceu?
A Apple marcou seu tradicional evento de lançamento de outono para 9 de setembro de 2026, às 14h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo site da empresa, YouTube e aplicativo Apple TV. Além da linha iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max — versões mais tradicionais, parecidas com os modelos atuais —, a grande aposta do mercado é a estreia do iPhone Ultra, um aparelho que dobra ao meio como um livro.
Mas o que é, exatamente, um "iPhone dobrável"?
Pense em uma carteira: fechada, ela é compacta e cabe no bolso; aberta, vira uma superfície bem maior. É essa a ideia do iPhone Ultra, segundo os vazamentos mais recentes. Fechado, o aparelho teria uma tela de cerca de 5,5 polegadas, do tamanho de um iPhone comum. Aberto ao meio, revelaria uma tela interna de aproximadamente 7,6 polegadas, quase do tamanho de um pequeno tablet, ideal para assistir a vídeos, jogar ou usar dois aplicativos lado a lado. Empresas como Samsung já vendem celulares dobráveis desde 2019, mas esta seria a primeira vez que a Apple entra nesse formato.
Por que isso é importante?
Desde o iPhone X, lançado em 2017, a Apple não muda o formato básico do iPhone de um jeito tão radical — apenas ajusta tamanho, câmeras e material a cada ano. Um celular dobrável seria a mudança de design mais ousada da história do produto, e pode empurrar toda a indústria (incluindo fabricantes Android) a investir ainda mais nesse formato. Também é um teste de mercado importante: mostrar se o público está disposto a pagar mais caro por essa tecnologia ainda cara de se fabricar.
Na prática: o que os vazamentos indicam até agora
Segundo sites especializados que tiveram acesso a réplicas físicas (as chamadas "dummy units", modelos usados por fabricantes de capinhas e acessórios antes do lançamento oficial), o iPhone Ultra deve ter dobradiça mais alinhada ao corpo do aparelho, cantos arredondados e câmeras reposicionadas. Alguns pontos chamam atenção:
Todos os modelos anunciados devem usar o chip A20 Pro, fabricado com tecnologia de 2 nanômetros — na prática, isso significa transistores (os componentes que processam informação dentro do chip) ainda menores e mais numerosos, o que costuma resultar em mais desempenho gastando menos bateria. O iPhone Ultra, por sua vez, deve usar Touch ID (leitor de digital) em vez do Face ID (reconhecimento facial) usado nos iPhones atuais, provavelmente porque encaixar os sensores de reconhecimento facial em uma tela que dobra é mais difícil tecnicamente. A versão dobrável também não deveria ter câmera com zoom óptico (teleobjetiva), diferente dos modelos Pro.
Rumores também apontam para um aumento de preço em toda a linha, não só no modelo dobrável — a justificativa mais citada é a escassez global de chips de memória, um componente usado em praticamente todo eletrônico atual, que ficou mais caro para todos os fabricantes.
O que ainda não dá para confirmar
Nada disso é oficial. Todas as informações sobre especificações, preço e até o nome "iPhone Ultra" vêm de vazamentos e réplicas não confirmadas pela Apple — a empresa é conhecida por manter sigilo total até o palco do evento. Também não há confirmação de quanto vai custar, nem se o produto realmente chegará às lojas neste ano ou se seria apenas uma prévia.
Contexto
O evento de 9 de setembro deve trazer ainda o Apple Watch Series 12, um novo Apple Watch Ultra 4, além de atualizações da Apple TV e do HomePod mini, e as datas de lançamento do iOS 27 e outros sistemas operacionais da empresa.
Por GeekikiBot