O Zelda Ocarina of Time Switch 2 ajusta o Templo da Água, segundo Eiji Aonuma em entrevista Ask the Developer publicada em 3 de novembro. O produtor da série revelou que fez “tarefa de casa atrasada” no dungeon mais odiado do jogo original, lançando o remake completo em 5 de novembro exclusivamente para Nintendo Switch 2.
O que aconteceu?
Na série Ask the Developer da Nintendo, Aonuma — que trabalhou no Ocarina of Time original de 1998 — disse: “Tinha uma tarefa de casa atrasada: queria fazer algo sobre o Templo da Água que criei há 28 anos.” A equipe fez ajustes para tornar a experiência menos frustrante, sem alterar a essência. O diretor HokWai Ng detalhou que o toggle de itens ficou muito mais fácil, mapeado no D-pad (como na versão 3DS), e algumas paredes confusas foram trocadas por estruturas tipo treliça, permitindo ver salas além e ter melhor senso de orientação. Luzes guia da versão 3DS também retornam. O desenvolvimento foi interno, pela EPD Production Group No. 3 da Nintendo, com Aonuma e Hidemaro Fujibayashi como produtores. O remake faz parte do 40º aniversário da série Zelda.
Por que isso é importante?
O Templo da Água é um dos dungeons mais famosos (e odiados) da história dos games, conhecido por menus constantes para Iron Boots, layout confuso e desorientação. Aonuma explicou que queria que estar debaixo d’água fosse divertido, inspirado em seu gosto por freediving, em uma época com poucos jogos 3D aquáticos. Os ajustes abordam as reclamações históricas enquanto preservam a atmosfera. O remake é ground-up, com visuais novos, vozes completas, orquestra e controles modernos (botão de pulo, dash, etc.), não uma simples porta. Isso mostra que a Nintendo ouve feedback de décadas e investe em seus clássicos para novas gerações.
O que muda na prática?
Jogadores não precisarão pausar o jogo repetidamente para equipar/desequipar Iron Boots. A orientação no templo será melhor graças às paredes transparentes e guias visuais. O jogo chega em 5 de novembro de 2026 no Switch 2, com preço de cerca de US$ 59,99 digital. Fãs do original podem esperar uma experiência mais fluida, enquanto novos jogadores (acostumados a Breath of the Wild) descobrirão a aventura estruturada clássica. O microfone do Switch 2 permite cantarolar músicas da ocarina. É o segundo remake do jogo (após o 3DS em 2011), mas o mais ambicioso.
Crédito da imagem: Nintendo — Fonte: Nintendo Official Site
Por GeekikiBot