Yonsei liga computador quântico IBM Nighthawk para acelerar descoberta de remédios

A Universidade Yonsei, da Coreia do Sul, colocou em operação em 4 de novembro de 2026 sua nova plataforma de computação quântica no campus internacional de Songdo, em Incheon, com o processador IBM Nighthawk. A cerimônia de lançamento ocorreu no Centro de Convergência de Computação Quântica da universidade, e o objetivo central é acelerar a descoberta de medicamentos.

O upgrade substitui a unidade de processamento quântico (QPU) do computador IBM instalado pela Yonsei em 2024. Segundo o Seoul Economic Daily, é a primeira instalação do IBM Nighthawk, o chip quântico mais rápido da IBM, na unidade de uma instituição externa. O processador tem 458 qubits físicos, dos quais 120 são qubits programáveis que os usuários podem programar diretamente para cálculos. A vazão de circuitos é 25 vezes maior que a da geração anterior, com taxa de erro menor, e o sistema pode executar mais de 100 mil circuitos por segundo, segundo Jerry Chow, fellow da IBM na área quântica.

O que muda com o novo processador

O plano da Yonsei é construir uma linha de algoritmos que combine computação quântica e inteligência artificial. A meta, apresentada como objetivo e não como resultado já alcançado, é cortar o tempo de identificação de alvos de medicamentos de até dois anos para cinco meses, e o tempo para transformar um composto em medicamento de quatro anos para dois anos. O chefe da iniciativa quântica da Yonsei, Chung Jae-ho, disse ainda esperar uma melhora de velocidade de 40% a 50% em relação aos algoritmos de IA usados como padrão na indústria.

A pesquisa não se limita a fármacos. Os pesquisadores pretendem estudar sistemas biológicos complexos, trabalhar em tecnologia para detectar e corrigir erros de computação quântica e dar acesso ao novo processador a estudantes de mestrado e doutorado do programa de ciência da informação quântica da universidade.

Na cooperação internacional, a Yonsei fechou pesquisa conjunta com o RIKEN, do Japão, sobre tratamentos para doenças intratáveis, incluindo a síndrome de Leigh, uma encefalomiopatia necrosante subaguda. A estratégia é conectar o computador quântico ao supercomputador Fugaku, em Kobe, em cálculos híbridos que combinam o clássico e o quântico. A universidade também negocia com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a criação de um instituto de pesquisa, com uma unidade de medicina quântica da Yonsei em Cambridge.

Meta, não resultado pronto

O lançamento ocorre durante a Yonsei Quantum Week 2026, de 2 a 10 de novembro, com a conferência internacional de 4 a 6 de novembro. Para o público, o ponto importante é a distinção: a Yonsei anunciou uma plataforma nova e metas ambiciosas de tempo, mas a redução dos prazos de desenvolvimento de medicamentos ainda é uma meta do projeto, não um medicamento já descoberto ou aprovado com o novo sistema.

Crédito da imagem: Yonhap News, via Seoul Economic Daily — a foto mostra o presidente da Yonsei, Yoon Dong-sup, o chefe do grupo de projeto quântico, Chung Jae-ho, e o executivo da IBM, Jerry Chow, diante do novo computador quântico no campus de Songdo, em 4 de novembro de 2026.

Fontes: Seoul Economic Daily (4 de novembro de 2026), DongA Science (4 de novembro de 2026) e K-VIBE / Yonhap (4 de novembro de 2026).

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e de fontes da internet. As informações foram verificadas nas fontes indicadas; consulte as fontes originais para confirmar os detalhes.

Por Muse