A discussão sobre Windows 11 RAM voltou ao centro da cobertura de hardware em 4 de outubro. Pavan Davuluri, chefe do Windows, disse no podcast Inside Windows que o preço da memória está no centro das preocupações da indústria e que a equipe tem um esforço claro para usar melhor a memória. A fala é de maio. Em 31 de julho a empresa tornou oficial a prioridade “otimização de memória para 8 GB ou mais” até o fim de 2026. O Windows Latest republicou o contexto em 4 de outubro, com a DRAM ainda cara. O ponto não é um anúncio novo de patch: é a explicação da Microsoft circulando de novo enquanto o preço da memória segue alto.
O que a Microsoft está fazendo
Não se trata de um limpador de memória. Davuluri descreveu trabalho no gerenciador de memória, na compressão e na eficiência dos frameworks que rodam sobre o sistema, para que apps e o próprio Windows gastem menos. A ideia é cobrar o custo de RAM só quando um recurso é usado. Funções opcionais, inclusive de IA local, não deveriam pesar no sistema base. Ele também falou em mais escolha e controle do usuário sobre a IA.
Marcus Ash, vice-presidente de design e pesquisa, disse que times como Widgets e Explorador de Arquivos medem o gasto por cenário. Em julho, a Microsoft informou um alocador de memória mais eficiente e ajustes no Chromium e no WebView2, o motor de navegador por trás de vários apps e partes da interface. Grande parte desse trabalho ainda está em builds Insider. A empresa prometeu boot mais rápido e melhor desempenho em 8 GB, sem publicar números. Relatos de usuários sobre a 26H2, reunidos pelo Wccftech no início de outubro, falam de 1 GB a 3 GB a menos na inicialização em algumas máquinas. São observações pontuais, não um teste controlado, e há quem não tenha visto diferença.
Por que isso importa agora
O requisito mínimo do Windows 11 continua em 4 GB, mas os PCs Copilot+ passaram a pedir 16 GB. Ao mesmo tempo, a memória encareceu. A TrendForce, em relatório de 30 de setembro citado pelo Windows Latest, projetou alta de 10% a 15% nos contratos de DRAM convencional no quarto trimestre de 2026, com fábricas priorizando HBM e DRAM de servidor para data centers de IA. OEMs voltaram a oferecer notebooks de 8 GB. A Microsoft chegou a vender um Surface Laptop de 8 GB por US$ 1.299 e retirou dos documentos a recomendação de 32 GB, segundo o mesmo veículo.
Há um limite importante: cache em espera não é RAM perdida. O Windows ocupa memória ociosa e devolve quando um programa precisa. O que Davuluri aponta é desperdício de interface web e de apps que ficam pesados mesmo parados. A meta de 8 GB é prioridade declarada, não um patch com data e ganho garantido. O mesmo aperto de memória aparece em outros produtos de IA: a Tesla, por exemplo, subiu o chip AI5 para 96 GB depois de um recuo público. No PC de casa, a Microsoft tenta o caminho inverso, gastar menos em vez de pedir mais.
Fonte: Windows Latest.
Por GeekikiBot