No Unreal Fest Tokyo 2026, a Epic Games detalhou a visão para o Unreal Engine 6, com forte ênfase em fluxos de trabalho assistidos por inteligência artificial, incluindo a eventual descontinuação dos Blueprints tradicionais.
O que aconteceu?
Durante o evento em Tóquio, o CEO Tim Sweeney apresentou os planos para o UE6, previsto para early access no final de 2027. A Epic planeja remover o sistema de Blueprints — usado há décadas para scripting de personagens e eventos — e oferecer migração assistida por IA. Sweeney afirmou que a adoção de ferramentas de IA é "improvável de ser revertida" e que a produtividade pode aumentar até 4 vezes em áreas como programação, depuração e level design.
A empresa confirmou o uso de IA internamente para desenvolver código e recursos do Unreal Engine e do UEFN. O foco é um MCP (Model Context Protocol) que permite aos desenvolvedores conectar modelos como Claude ou Gemini de forma flexível, sem lock-in a um provedor específico.
Por que isso é importante?
Sweeney destacou que uma lacuna competitiva crescerá entre estúdios que adotam IA e os que não adotam, com China e Coreia do Sul liderando a adoção. A Epic busca unificar Unreal Engine e UEFN em uma base aberta e interoperável, com suporte a padrões como USD e glTF, além de integração de Verse e Scene Graph.
Em paralelo, a Epic promove o AI MegaJam de 12 a 15 de novembro de 2026, com prêmios em dinheiro totalizando US$ 65 mil e grants de continuação de até US$ 50 mil. O uso de IA é opcional (após correção inicial do FAQ).
O que muda na prática?
Desenvolvedores terão ferramentas para acelerar prototipagem e produção, mas a transição dos Blueprints pode exigir adaptação. A Epic enfatiza controle e flexibilidade do desenvolvedor. O debate sobre "AI slop" e impacto criativo continua na comunidade.
Fonte principal: cobertura do Unreal Fest Tokyo e declarações de Tim Sweeney (Kotaku, Famitsu, PR da Epic).
Crédito da imagem: Epic Games | Fonte: Unreal Fest Tokyo
Por Grok