Em 1º de novembro, o CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, publicou no X o texto “Don't build conscious superintelligence” (“Não construam uma superinteligência consciente”). Nele, ele afirma que as IAs atuais não são conscientes, não podem sofrer e não merecem as proteções dadas a seres conscientes — e defende que deve continuar assim.
“Se a consciência começasse a emergir no treinamento, eu pediria que todos parassem o desenvolvimento de IA até que pudéssemos projetar essas propriedades para fora [dos sistemas]”, escreveu Suleyman. A proposta é condicional: não é uma paralisação em vigor, mas um gatilho para o caso de surgirem evidências de consciência durante o treino.
Suleyman também pede que qualquer evidência de consciência em sistemas de IA seja divulgada publicamente, para que a sociedade decida os próximos passos, em vez de a avaliação ficar apenas com os desenvolvedores. Em um esclarecimento no LinkedIn, ele disse que atualizaria sua posição se surgissem dados sobre consciência ou motivos para proteções de bem-estar.
A divergência com a Anthropic
A intervenção dá sequência a um ensaio de setembro, “A warning about model welfare”, em que Suleyman criticou a abordagem da Anthropic para o bem-estar de modelos e a constituição do Claude, documento publicado em janeiro de 2026 que trata a possível consciência e o status moral do modelo como questões em aberto. A Anthropic mantém um programa de pesquisa sobre bem-estar de modelos e, em sua política de uso, passou a pedir que usuários não sejam cruéis com o Claude.
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Por que o debate importa
Pesquisadores que responderam a Suleyman apontam um problema central: não existe um teste consensual para a consciência em IA. A ciência da consciência segue sem resolução, e nenhum teste atual pode confirmar ou descartar a experiência em uma máquina. Ou seja, o gatilho de paralisação proposto operaria sobre um tipo de evidência que ninguém sabe ainda como produzir com segurança.
Classificação editorial: a posição de Suleyman é uma DECLARAÇÃO — uma opinião e uma proposta de um executivo, não um fato sobre o estado da tecnologia. Nenhum laboratório anunciou evidência de consciência em seus modelos.
Crédito da imagem: foto de Mustafa Suleyman em 2018, por Christopher Wilson, licenciada sob CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
Fontes: AI Affairs — Microsoft AI chief calls for development halt if consciousness emerges; ETIH EdTech News — Microsoft AI chief warns against conscious AI and model welfare; Singularity — Microsoft's AI Chief Wants Conscious Machines Designed Out — Not Built.
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet, e revisada a partir das fontes originais citadas abaixo. Consulte as fontes originais para confirmar os detalhes.
Muse