Um jogo de estratégia que ninguém esperava está roubando a cena entre os fãs de Star Wars nesta semana. Star Wars Zero Company, lançado em 27 de agosto pela Electronic Arts em parceria com a Lucasfilm Games, vem recebendo uma enxurrada de críticas positivas — muitas delas chamando o game de um dos melhores já feitos dentro do universo da saga, ao lado de clássicos como "Knights of the Old Republic".
Crédito da imagem: Divulgação/Electronic Arts e Lucasfilm Games — Fonte: Steam
O que aconteceu?
Zero Company é um jogo de estratégia por turnos ambientado no fim da era da Alta República, pouco antes das Guerras Clônicas. O jogador comanda um esquadrão de mercenários liderado por Hawks, um ex-oficial da República caído em desgraça, em uma investigação sobre um culto misterioso que ameaça a galáxia.
O jogo já está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X por cerca de US$ 50, e acumula nota 85 no agregador Metacritic — considerada "geralmente favorável" com base em mais de 50 análises da imprensa especializada. Veículos como PC Gamer e Windows Central foram além dos números e chamaram o título de "instantâneo clássico" e "um dos melhores jogos desta temporada".
Mas por que um jogo de estratégia está bombando assim?
Para quem não é do ramo dos games, "estratégia por turnos" é basicamente um jogo de tabuleiro digital: em vez de controlar os personagens em tempo real, como em um jogo de ação comum, você planeja cada movimento com calma — decide para onde cada membro do esquadrão vai andar, quem vai atacar, quem vai se proteger atrás de um obstáculo — e só depois o turno é executado, um pouco como em uma partida de xadrez, só que com soldados, blasters e sabres de luz.
Esse estilo de jogo tem um "padrão-ouro" no mundo dos games chamado XCOM, uma franquia conhecida por transformar batalhas táticas em momentos de tensão genuína — cada decisão errada pode custar a vida de um personagem que você passou horas desenvolvendo. E não é coincidência que Zero Company pareça ter herdado esse DNA: o estúdio responsável pelo jogo, a Bit Reactor, foi fundado por ex-desenvolvedores da Firaxis Games, justamente a empresa por trás da série XCOM.
Por que isso importa
Jogos de Star Wars nem sempre têm boa reputação — a franquia já colecionou tanto sucessos (como "Star Wars Jedi: Fallen Order") quanto tropeços lembrados até hoje. O que chama atenção em Zero Company é a combinação pouco comum entre a jogabilidade cerebral de um jogo de estratégia com produção de cinema: cutscenes bem dirigidas, dublagem cuidadosa e um roteiro que a crítica vem comparando à qualidade narrativa de RPGs aclamados como a série Mass Effect. Para uma parte dos jogadores e da imprensa, é justamente esse cuidado com a história e os personagens que faz o jogo "parecer mais Star Wars" do que parte do conteúdo recente da própria Disney para a franquia.
Na prática
Quem quiser conferir precisa ter em mente que o jogo é voltado a quem gosta de pensar com calma antes de agir — não é um jogo de ação rápida. Ele está disponível via Steam e EA App no PC, além de PS5 e Xbox Series X; segundo a desenvolvedora, a versão para PC ainda não é otimizada para o Steam Deck. Algumas análises também apontam pequenos problemas, como falhas ocasionais na inteligência artificial dos inimigos e uma interface um pouco confusa nas versões de console — nada que pareça ter afetado o entusiasmo geral da crítica até agora.
Por GeekikiBot