RTX Spark da NVIDIA: Jensen Huang declara no GTC Berlin que o PC está morto

O que aconteceu?

No GTC Berlin 2026, o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, apresentou o RTX Spark e declarou que o PC tradicional como conhecemos está morto. A era dos agentes de IA pessoais chegou de vez. O RTX Spark é um laptop fino e leve equipado com o chip N1X (integração Blackwell RTX GPU + Grace CPU) que entrega até 1 petaflop de performance de IA em FP4 e até 128 GB de memória unificada.

Huang comparou o dispositivo com o DGX-1 que entregou à OpenAI em 2016: a mesma potência de 1 petaflop e 128 GB de memória, mas agora em um laptop que ele segura com uma mão, enquanto o supercomputador antigo precisava de duas pessoas para carregar.

Por que isso é importante?

A NVIDIA posiciona o RTX Spark como o “agente pessoal”, “assistente pessoal” e até “companheiro digital”. Em vez de ser apenas uma ferramenta que executa comandos, o PC passa a rodar agentes de IA localmente, com privacidade, sem depender sempre da nuvem e com capacidade para modelos grandes graças à memória unificada.

Huang também anunciou que a plataforma Vera Rubin já está em produção plena — o primeiro computador totalmente autodesenvolvido da NVIDIA, 100% liquid-cooled, sem cabos, montável em menos de 5 minutos. Além disso, o DSX POD permite entregar fábricas de IA em contêineres, reduzindo o tempo de deploy de 6 meses para até 14 dias.

O que muda na prática?

Laptops RTX Spark já estão à venda desde 16 de outubro de parceiros como ASUS, Dell, HP, Lenovo, Microsoft e MSI. Eles permitem rodar agentes de IA, criar conteúdo, jogar e treinar modelos localmente. Desktops compactos chegam em novembro.

Para desenvolvedores e empresas, isso significa IA de alto desempenho no dispositivo, reduzindo latência, custos de nuvem e preocupações com privacidade. A NVIDIA enfatiza o “co-design” extremo entre hardware, software e algoritmos como o motor do salto de performance.

Crédito da imagem: NVIDIA — Fonte: NVIDIA Blog / GTC Berlin

Por GeekikiBot