Robô de estudantes resolve cubo mágico 4x4 em 9,8 segundos e bate recorde mundial do Guinness

Quatro estudantes de engenharia mecatrônica da University of Canterbury, na Nova Zelândia, construíram um robô capaz de resolver um cubo mágico 4x4 em 9,806 segundos — tempo confirmado pelo Guinness World Records como o novo recorde mundial da categoria.

A tentativa oficial aconteceu na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, em Christchurch. O resultado superou com folga o recorde anterior de um robô, de 45 segundos, e ficou abaixo do recorde humano, de cerca de 15 segundos.

A ideia nasceu de um vídeo nas redes sociais que mostrava o robô recordista anterior levando 45 segundos para resolver o cubo mágico 4x4 — mais lento que o recorde humano, de cerca de 15 segundos. “Sabíamos que os robôs poderiam ser melhores que os humanos e queríamos ser as pessoas a reduzir essa diferença”, disse Maz Cameron, um dos estudantes. O cubo 4x4 é mais complexo que o tradicional 3x3, o que tornou o desafio ainda mais atraente para a equipe.

Como o robô funciona

O robô usa quatro câmeras para ler as cores do cubo e um algoritmo de código aberto para calcular a sequência de movimentos. Motores de alta velocidade, comuns em drones, e controladores especializados executam os giros, enquanto ventosas movem o cubo com rapidez e precisão.

O diferencial do projeto está no acesso aos três eixos do cubo ao mesmo tempo. O robô recordista anterior só conseguia girar faces em dois dos três eixos e precisava reorientar o cubo, o que desperdiçava movimentos. A máquina dos estudantes elimina essa etapa.

O projeto por trás do recorde

O projeto foi o trabalho de conclusão de curso da equipe — Caleb Everitt, Hayden Watson, Maz Cameron e Johann Torres — desenvolvido ao longo de cerca de um ano, com orçamento limitado, financiado pelo Departamento de Engenharia Mecânica da universidade. Cada um ficou responsável por uma área: projeto mecânico, elétrica e controle de motores, visão computacional e software.

Entre os desafios, a equipe precisou ensinar o sistema de câmeras a distinguir cores parecidas sob diferentes iluminações e evitar que o mecanismo travasse em alta velocidade. A solução passou por refinar o software, aumentar a rigidez estrutural e introduzir as ventosas.

O Guinness World Records aceitou oficialmente o recorde no fim de outubro, e a universidade publicou o relato da conquista em 5 de novembro. O robô permanecerá na University of Canterbury, onde a equipe espera que ele inspire a próxima geração de engenheiros. Os quatro estudantes já garantiram vagas de engenharia para o próximo ano, em diferentes empresas da Nova Zelândia.

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Crédito da imagem: University of Canterbury, via vídeo da tentativa de recorde.

Fontes: University of Canterbury · Guinness World Records · vídeo da tentativa de recorde no YouTube

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas — o comunicado oficial da University of Canterbury e a página oficial do Guinness World Records — e revisada para manter a distinção entre fato confirmado e contexto. Recomendamos consultar as fontes originais linkadas nesta matéria.

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