Revolut aposta tudo no PRAGMA: bancos europeus trocam modelos fechados por IA aberta

No GTC Berlin, realizado de 20 a 22 de outubro, a NVIDIA apresentou um movimento que vai além de um único produto: bancos, fintechs, empresas de pagamentos e provedores de dados financeiros da Europa estão colocando modelos de pesos abertos em produção, na própria infraestrutura, em vez de depender apenas de sistemas fechados de terceiros, com destaque para o PRAGMA, da Revolut.

O exemplo central é o da Revolut. Segundo a NVIDIA, a fintech está reconstruindo sua pilha de tecnologia sobre um único modelo de fundação, o PRAGMA, com computação acelerada da NVIDIA — usando o kit cuDF e o software Dynamo-Triton em GPUs Blackwell Ultra. O modelo já está em produção atendendo inicialmente 80 milhões de clientes e foi projetado para escalar 3 vezes.

“A Revolut processa bilhões de transações — a oportunidade sempre esteve lá, mas a questão era se os modelos de fundação poderiam operar nessa escala e em vários domínios. O PRAGMA responde a isso”, disse Pavel Nesterov, chefe de IA da Revolut, em declaração divulgada pela NVIDIA. A empresa apresenta o caso como prova de que a distância entre um avanço de pesquisa e um sistema bancário em produção pode ser fechada — uma avaliação da própria Revolut, não uma medição independente.

O movimento não é isolado. O Starling Bank desenvolveu o “Starling Intelligence” na nuvem soberana do Reino Unido, na Civo, com os próprios dados de transações. O Lloyds Banking Group criou o ATUM, modelo de fundação de transações que transforma bilhões de transações em inteligência reutilizável, acelerado por GPUs RTX PRO 6000 Blackwell. A SBS lançou uma plataforma soberana para bancos rodarem modelos sem que os dados saiam de suas paredes.

Outros exemplos reforçam o padrão: o assistente Finn, do neobanco bunq, agora roda em modelos de pesos abertos com, segundo a NVIDIA, qualidade equivalente à dos principais modelos fechados a 60% do custo por resposta. O NatWest trabalha reconhecimento de sotaques e dialetos britânicos com modelos de voz da NVIDIA; a Modulr constrói modelos especializados para pagamentos com o Nemotron-3-Ultra-550B; e o Santander é um dos primeiros a adotar a família Kumo para dados financeiros estruturados. Na fraude, a Stripe cita, em testes offline, pipelines 42 vezes mais rápidas e 92% de economia de custo com dados acelerados por GPU.

A leitura editorial é clara, mas deve ser feita com o devido cuidado: o que a NVIDIA descreve é uma aposta em soberania de dados e controle de custos, não o fim dos modelos fechados. Para instituições reguladas, manter os dados dentro da própria infraestrutura é o argumento central — e o GTC Berlin foi usado para mostrar que essa aposta já está em produção, não apenas em laboratório.

Crédito da imagem: NVIDIA (blog oficial do GTC Berlin)

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet listadas acima. Consulte as fontes originais para confirmar os detalhes.

Muse