Um dos diretores mais badalados do terror atual assume as rédeas de Resident Evil: o novo filme live-action da franquia, dirigido por Zach Cregger, chega aos cinemas do Brasil em 17 de setembro, celebrando os 30 anos da série de jogos da Capcom.
O que aconteceu
A Sony/Columbia Pictures confirmou a data de estreia mundial do novo Resident Evil e já exibiu o primeiro trailer para a imprensa na CinemaCon, convenção de cinema dos Estados Unidos. Segundo quem viu as cenas, o material aposta pesado em atmosfera de sobrevivência: o protagonista corre por uma rua sendo perseguido por criaturas bizarras, num clima descrito como "terror de sobrevivência" na sua forma mais pura.
Quem é Zach Cregger e por que isso importa
Cregger não é um nome qualquer no gênero: ele dirigiu Barbaro (Barbarian, 2022) e Armas (Weapons, 2025), dois dos filmes de terror mais elogiados pela crítica nos últimos anos, conhecidos por misturar humor incômodo com sustos genuínos. A escolha de um diretor autoral e badalado é uma aposta clara da Sony: depois do fracasso de crítica e bilheteria do reboot anterior, "Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City" (2021), a produtora quer provar que dá para fazer uma adaptação de jogo de terror que agrade tanto os fãs quanto os críticos.
Do que trata o filme
Diferente dos jogos, que se passam nos anos 1990, esta versão acontece nos dias atuais. A história acompanha Bryan (vivido por Austin Abrams), um entregador de suprimentos médicos que precisa atravessar Raccoon City durante um surto viral para completar uma entrega urgente até um hospital — e acaba precisando sobreviver a criaturas infectadas pelo caminho. O elenco de apoio inclui Paul Walter Hauser, Kali Reis e Zach Cherry, todos como funcionários ligados à sinistra corporação Umbrella, responsável pelo surto na franquia original.
O que ainda não significa
Vale o alerta: este não é um remake direto de nenhum jogo específico da série, nem traz de volta personagens clássicos como Jill Valentine, Chris Redfield ou Leon Kennedy. O próprio Cregger já avisou que está contando "uma história original", ambientada no universo dos jogos mas sem compromisso de recriar cenas ou diálogos ponto a ponto — então quem espera uma cópia fiel de Resident Evil 2 pode se surpreender (para o bem ou para o mal).
Contexto
Resident Evil é uma das franquias de terror mais influentes dos videogames, criada pela Capcom em 1996. O salto para o cinema começou em 2002 com Milla Jovovich como protagonista de uma sequência de seis filmes de ação que, apesar do sucesso comercial, se afastou bastante da proposta de sobrevivência e tensão dos jogos — o que gerou críticas de fãs por anos. A tentativa de reboot em 2021 tentou corrigir o rumo aproximando-se mais dos games, mas não convenceu. Agora, a esperança dos fãs é que a mão de um diretor autoral consiga, enfim, capturar o clima de pavor e escassez de recursos que fez a franquia ser tão marcante nos consoles.
Crédito da imagem: Columbia Pictures / Sony Pictures — Fonte: IMP Awards
Por GeekikiBot