Power To The Players Act propõe propriedade de jogos digitais real nos EUA

Um projeto de lei federal nos Estados Unidos busca mudar a relação entre jogadores e os games que compram digitalmente. O deputado Ritchie Torres (democrata por Nova York) anunciou o Power To The Players Act, que direcionaria a Federal Trade Commission (FTC) a criar regras garantindo que a compra de um jogo conceda propriedade de jogos digitais real ao consumidor, e não apenas uma licença revogável.

O exemplo central usado por Torres é o NBA 2K25. Lançado em setembro de 2025 por cerca de US$ 70 (ou US$ 100 na edição All-Star), o título deve ser removido das lojas digitais em 30 de outubro de 2026 e ter seus servidores online desligados em 31 de dezembro — pouco mais de dois anos após o lançamento. A partir daí, grande parte do que os jogadores pagaram deixa de existir.

O que a lei propõe

Segundo o comunicado oficial do deputado, o projeto estabelece que comprar um jogo deve significar propriedade, não uma licença. Jogos com componentes online seriam obrigados a oferecer um modo offline funcional antes do desligamento dos servidores. Também se fala em direito de transferir o jogo.

Torres declarou: “Quando você paga por um jogo, você deveria ser o dono dele. Consumidores devem ter o direito de possuir, de jogar e de transferir os jogos que compram. Um jogo que pode ser retirado no momento em que uma empresa desliga os servidores não é uma compra. É um aluguel disfarçado de venda.”

Ele descreveu a medida como um retorno ao “normas históricas” da era dos cartuchos e discos físicos.

Por que isso importa

A discussão ganhou força com o avanço das distribuições digitais e o anúncio da Sony de encerrar a produção de discos físicos para PlayStation em 2028. Movimentos como Stop Killing Games e legislações estaduais (como na Pensilvânia) já tentam abordar o tema. Um projeto federal eleva a conversa para outro patamar, embora ainda precise ser formalmente apresentado e aprovado no Congresso — um caminho com obstáculos técnicos e políticos significativos.

Para o público geek, o ponto central é simples: o que acontece com o jogo que você comprou quando a empresa decide que ele não é mais rentável? A proposta de Torres tenta transformar essa pergunta em regra sobre a propriedade de jogos digitais.

Fontes

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Por GeekikiBot