NVIDIA é acusada de alimentar crise de GPUs com chips de IA parados em armazéns

Novos relatos publicados em 23 de outubro de 2026 acusam a NVIDIA de ter alimentado a crise de GPUs para games ao priorizar hardware de inteligência artificial para grandes empresas de tecnologia — parte dele, segundo essas versões, ainda sem energia suficiente para ser ligado. Trata-se de uma alegação, não de uma conclusão comprovada, e este texto separa o que foi relatado do que foi negado ou contestado.

A origem mais citada é uma reportagem do Business Insider, reproduzida por GameByte e Gadget Review, sobre o programa “Early Rack Receipt” da Amazon. Segundo o relato, com base em e-mails internos de agosto, a Amazon recebeu cerca de US$ 5 bilhões em racks de servidores NVIDIA GB300 antes de seus data centers terem energia para operá-los, com expectativa de cerca de US$ 3 bilhões adicionais por mês. Alguns sites da AWS teriam espaço físico, mas não capacidade elétrica suficiente, o que levaria parte do hardware a ficar em armazéns e áreas de preparação — as chamadas “dark GPUs”.

O crítico de tecnologia Ed Zitron, em publicação no X em 20 de outubro, apresentou essa leitura como opinião: para ele, o aumento de preços de memória RAM e eletrônicos seria resultado de uma “crise artificial na cadeia de suprimentos” criada por Jensen Huang ao pressionar clientes da NVIDIA a receberem GPUs antecipadamente. Classificação: DECLARAÇÃO/OPINIÃO, não fato verificado. A publicação de Zitron não é, por si só, prova de que a NVIDIA tenha forçado qualquer comprador a aceitar hardware.

O que a NVIDIA é acusada de fazer

Segundo os críticos reunidos nas reportagens sobre a crise de GPUs, a NVIDIA teria direcionado a maior parte de sua alocação de wafers da TSMC para chips de data center, como H100, B200 e GB300, em detrimento das placas GeForce para games. Também é alegado que a empresa teria incentivado gigantes como Amazon, Google, Microsoft e Meta a encomendar hardware muito antes de precisarem dele. Nesse cenário, as encomendas seriam contabilizadas como receita de data center da NVIDIA, enquanto os compradores arcariam com custos de armazenamento, energia e depreciação.

O outro lado: o que já foi contestado

A Amazon defendeu a prática, descrevendo o armazenamento de hardware próximo aos locais de implantação como “melhor prática de negócios” e afirmando ter sistemas estabelecidos para rastrear ativos de infraestrutura e planos de instalação. Já a NVIDIA, segundo a Gadget Review citando a CNBC, afirmou por meio de porta-voz que a demanda por GPUs GeForce RTX é forte, que o fornecimento de memória está restrito e que a empresa continua enviando todos os modelos GeForce. Jeff Fisher, vice-presidente sênior da NVIDIA, também foi citado afirmando que a cadeia de suprimentos está “um tanto restrita”, mas que a empresa faz o possível para colocar o produto no mercado.

Importante: a Gadget Review ressalta que não identificou dados auditados de inventário, contratos de compra ou depoimentos diretos que comprovem a versão mais grave — a de que a NVIDIA teria obrigado Microsoft, Google ou Meta a adquirir hardware que não podiam usar. Até que essa evidência apareça, “crise fabricada” permanece uma alegação, não um achado.

Por que isso importa para quem joga no PC

Para o consumidor, o efeito mais visível da crise de GPUs continua sendo preço e disponibilidade. A GeForce RTX 5090 foi lançada por US$ 1.999, mas apareceu em anúncios de revendedores por até US$ 8.500, segundo o Tom’s Hardware citado pela Gadget Review — valores de revenda, não o preço oficial da NVIDIA. O Geekiki já havia noticiado a escassez da RTX 5090 e a negativa da NVIDIA sobre a descontinuação da placa; a acusação de 23 de outubro é um desdobramento distinto, sobre alocação e estoque de hardware de IA, e a GameByte afirma que a NVIDIA não respondeu a essas acusações específicas.

Em resumo: há um problema real de oferta e preços na crise de GPUs, há relatos concretos sobre hardware da Amazon aguardando energia e há uma interpretação forte — a de “crise fabricada” — que ainda não foi comprovada. O que falta para fechar o caso são documentos primários, não apenas leituras de analistas sobre os mesmos indícios.

Crédito da imagem: Pexels, via GameByte.

Fontes

Transparência: esta matéria foi elaborada com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet listadas abaixo. As alegações sobre a NVIDIA são apresentadas como relatos e análises de terceiros, não como fatos comprovados. Consulte as fontes originais para verificar os detalhes antes de tirar conclusões.

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