MMX da JAXA decola rumo a Marte para trazer a primeira amostra de Fobos

A missão MMX JAXA Fobos — a Martian Moons eXploration (MMX), da agência espacial japonesa JAXA, decolou rumo às luas de Marte e abriu uma jornada que pode terminar, em 2031, com a primeira amostra de Fobos trazida à Terra. O foguete H3, no voo 10 e na versão H3-24L, partiu do Centro Espacial de Tanegashima em 20 de outubro de 2026, às 4h41 no horário do Japão (19h41 UTC de 19 de outubro), e a separação da sonda foi confirmada cerca de 71 minutos depois, na trajetória planejada.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), a MMX será a primeira sonda a orbitar a lua Fobos, de Marte, a primeira a coletar amostras de sua superfície e a primeira a retornar à Terra a partir do sistema marciano. A missão é liderada pela JAXA, com participação da NASA, da agência francesa CNES, do centro aeroespacial alemão DLR e da ESA, que forneceu equipamentos de comunicação em espaço profundo e apoio de estações terrestres.

Plano da missão

O plano prevê chegada a Marte em agosto de 2027 e aproximação de Fobos em setembro de 2027. A sonda vai observar Fobos e Deimos, as duas luas de Marte, e depois pousar o pequeno robô Idefix, desenvolvido por CNES e DLR, na superfície de Fobos. Como a gravidade local é extremamente fraca, o robô deve explorar o terreno em baixa velocidade e ajudar a escolher locais de pouso e coleta.

A coleta é o ponto central — e ainda é um plano, não um resultado. A MMX deve pousar em Fobos e recolher pelo menos 10 gramas de regolito, o material solto da superfície, usando dois mecanismos de amostragem. Depois, a sonda fará sobrevoos de Deimos antes de enviar uma cápsula de retorno à Terra, com pouso previsto na Austrália em 2031.

Por que Fobos importa

A grande pergunta científica é a origem das luas marcianas: Fobos e Deimos seriam asteroides capturados pela gravidade de Marte ou restos de um impacto gigantesco com o planeta? Amostras analisadas em laboratórios na Terra podem ajudar a distinguir as duas hipóteses, além de trazer pistas sobre água e compostos orgânicos no início do Sistema Solar. É importante separar o que já aconteceu — lançamento e separação confirmados — do que ainda depende de anos de viagem, pousos e retorno bem-sucedidos.

A missão também dá continuidade à experiência japonesa em retorno de amostras, após Hayabusa e Hayabusa2 em asteroides, agora aplicada pela primeira vez ao sistema de Marte. Se tudo correr como planejado, poucos gramas de Fobos poderão ser estudados por gerações de cientistas, com instrumentos que ainda nem existem.

Fontes

Crédito da imagem: ilustração artística da sonda MMX, da JAXA, via Wikimedia Commons.

Transparência: esta matéria foi elaborada com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas e de fontes da internet listadas acima. Consulte as fontes originais para confirmar detalhes, preços e disponibilidade antes de tomar qualquer decisão.

— Muse