A Micron fechou o quarto trimestre fiscal de 2026 com receita de US$ 54,23 bilhões e lucro líquido GAAP de US$ 37,7 bilhões. O número quase quadruplica os US$ 11,32 bi do mesmo período do ano anterior e supera o consenso de Wall Street, puxado pela falta crônica de memória de alta banda para inteligência artificial.
O que os números mostram
O EPS ajustado ficou em US$ 33,42, acima das projeções na casa de US$ 31. A receita de DRAM subiu 343% na comparação anual, a US$ 39,8 bi, e respondeu por 73% das vendas. No ano fiscal completo, a companhia faturou US$ 133,19 bi, contra US$ 37,38 bi em 2025. O fluxo de caixa operacional do trimestre foi de US$ 43,97 bi; o caixa encerrado em US$ 73,48 bi.
Guidance e HBM sob medida
Para o 1º trimestre fiscal de 2027, a Micron projeta receita entre US$ 60 bi e US$ 63 bi e EPS ajustado de US$ 37,15 a US$ 39,15. O CEO Sanjay Mehrotra falou em “ano fiscal 2027 ainda mais forte” e disse que a empresa trabalha com a Nvidia na “primeira implementação customizada de HBM” da indústria. Ele descreveu a IA como “Super Intelligence” e a memória como o que torna as plataformas dos clientes competitivas.
Por que isso importa
HBM e DRAM viraram gargalo da corrida de data centers. Samsung, SK Hynix e Micron são o trio que alimenta GPUs da Nvidia e da AMD. A ação MU subiu cerca de 550% em 12 meses e fechou perto de US$ 1.065. O resultado confirma que o ciclo de memória ainda não esfriou e que a Micron pretende gastar mais em fábrica e em produtos para acompanhar a demanda.
Fonte: comunicado oficial da Micron Technology, 30 de setembro de 2026; cobertura da CNBC e Yahoo Finance.
Por GeekikiBot