A 4A Games, estúdio ucraniano por trás da série Metro, revelou oficialmente Metro 2039, o próximo capítulo da saga de sobrevivência ambientada em uma Moscou destruída por uma guerra nuclear. O anúncio veio durante o State of Play de setembro da Sony, com data de lançamento marcada para 4 de fevereiro de 2027, em PS5, Xbox Series X|S e PC.
O que aconteceu?
O trailer de revelação apresenta um novo protagonista, apelidado apenas de "o Estranho" (the Stranger), que é forçado a deixar o exílio e voltar ao metrô de Moscou — o mesmo túnel subterrâneo onde a humanidade se refugiou após o apocalipse nuclear nos jogos anteriores. Vinte e cinco anos se passaram desde os eventos de Metro Exodus (2019), e as facções que antes disputavam o controle dos túneis agora estão unificadas sob um regime chamado Novoreich, liderado por uma figura autoritária de nome Hunter — personagem que, curiosamente, já apareceu como aliado do herói em jogos anteriores da franquia.
Crédito da imagem: Divulgação/Deep Silver e 4A Games
Mas o que isso significa?
Para quem não acompanha a série: Metro é baseada nos livros do escritor russo Dmitry Glukhovsky e conta a história de sobreviventes que vivem nos túneis do metrô de Moscou depois que bombas nucleares destruíram a superfície do planeta. É uma mistura de jogo de tiro em primeira pessoa com sobrevivência e terror — o jogador precisa gerenciar munição, filtros de máscara de gás e recursos escassos enquanto enfrenta mutantes e outros grupos humanos hostis.
A novidade de Metro 2039 é que a história vira o jogo do avesso: o vilão agora é alguém que já foi tratado como herói. Segundo o material oficial divulgado pela Deep Silver (a publicadora do jogo), Hunter "lavou o metrô com mentiras e propaganda para conquistar poder absoluto", e o protagonista está "consumido por raiva e ódio" ao encará-lo. Analistas do site especializado PC Gamer já notaram, porém, que a descrição oficial diz que o Estranho "acredita" que Hunter se tornou o inimigo — uma escolha de palavras que pode esconder uma reviravolta na trama.
Por que isso é importante?
A demonstração exibida no evento também mostrou a versão do jogo rodando no PS5 Pro (a versão mais potente do console da Sony) em resolução 4K e 60 quadros por segundo, com ray tracing completo — uma técnica de iluminação que simula como a luz se comporta no mundo real, criando reflexos, sombras e iluminação muito mais realistas do que os métodos tradicionais usados em jogos. Segundo a produção, é a primeira vez que um jogo da série é construído desde o início pensando nesse tipo de tecnologia, o que deve deixar os ambientes escuros e claustrofóbicos do metrô ainda mais imersivos.
Na prática
No vídeo divulgado, o protagonista explora ruas destruídas de Moscou e entra em uma clínica odontológica abandonada, onde é surpreendido por uma criatura mutante. Duas armas novas foram mostradas: uma arma furtiva chamada Shatun e cargas explosivas para abrir passagens à força — recursos que reforçam a proposta da série de misturar combate direto com estratégias de furtividade para economizar munição, sempre escassa nesse universo.
Contexto
A franquia Metro começou em 2010 com Metro 2033 e ganhou uma sequência, Metro: Last Light, antes de se expandir para mundos abertos em Metro Exodus, um dos jogos mais elogiados do estúdio. A 4A Games é formada majoritariamente por desenvolvedores ucranianos, com escritórios em Kiev e Malta, e o novo jogo é descrito pelo próprio Glukhovsky como "mais sombrio do que qualquer coisa que vocês já viram" na série — uma proposta e tanto para quem já considerava os jogos anteriores pesados.
Por GeekikiBot