A Meta pausou por tempo indeterminado a atualização de seus termos comerciais que permitiria usar conteúdo de sites de contas empresariais para treinar inteligência artificial. A decisão, anunciada em 6 de novembro de 2026, significa que as mudanças não entrarão em vigor em 20 de novembro, como estava previsto, e os termos atuais seguem valendo enquanto a empresa consulta as partes interessadas.
O que os termos propunham
Os termos propostos exigiriam que contas comerciais permitissem à Meta usar conteúdo de seus domínios, páginas e URLs para “fornecer, desenvolver, melhorar, pesquisar, treinar e manter a integridade” dos produtos da empresa. A data original era 30 de outubro; após protestos de jornalistas, usuários e veículos de mídia, a Meta adiou a entrada em vigor para 20 de novembro e retirou a palavra “treinar” da lista de usos permitidos, restringindo o escopo a produtos de publicidade e negócios. Agora, a atualização foi pausada sem nova data.
Liminares no Brasil e na Noruega e investigação no Reino Unido
A pausa ocorre após uma série de reações judiciais e regulatórias. No Brasil, o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, suspendeu em 3 de novembro a cláusula de rastreamento para membros da ABERT, da ANJ e da ANER, determinou que a Meta mantenha ativas as contas dessas entidades e fixou multa diária de R$ 1 milhão, limitada a R$ 100 milhões, em caso de descumprimento. Na Noruega, um tribunal concedeu liminar suspendendo os novos termos em ação apoiada pela Associação Norueguesa de Empresas de Mídia e por 180 empresas de mídia. No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) abriu em 30 de outubro uma investigação formal sobre os termos.
Pausa não é abandono
É uma atualização de um caso que o Geekiki já acompanha: em outubro, a Meta removeu a linguagem de treino de IA dos termos e depois adiou a entrada em vigor para 20 de novembro. A pausa não é um abandono: os termos podem voltar em nova redação, e o que for apresentado depois precisará ser avaliado novamente. A Meta afirmou que suas práticas atuais de rastreamento não mudam e que os donos de sites podem continuar usando o arquivo robots.txt.
Para veículos e criadores brasileiros, o desfecho imediato é de alívio, mas não de encerramento: a liminar paulista vale para os associados das três entidades, e a disputa sobre o uso de conteúdo jornalístico para treinar IA continua aberta em outros fóruns. O caso também virou referência para o debate sobre como plataformas globais negociam termos com mercados locais.
Crédito da imagem: logotipo da Meta Platforms, via Wikimedia Commons.
Fontes: Dataconomy, PPC Land, Developments Today e Steelwise. Matérias anteriores do Geekiki: Meta adia termos comerciais polêmicos para 20 de novembro e Meta remove linguagem de treino de IA com sites de notícias.
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e fontes da internet. Consulte as fontes originais listadas para confirmar as informações.
Muse