A Meta confirmou que desativou de forma permanente a câmera de milhares de óculos inteligentes Ray-Ban Meta depois de flagrar usuários burlando a luz de LED que avisa quando uma gravação está em andamento. A informação foi revelada primeiro pelo site Semafor e confirmada por outros veículos, como PetaPixel e 9to5Google.
O problema do LED "tampado"
Os óculos inteligentes Ray-Ban Meta gravam vídeo e fotos sem precisar tirar um smartphone do bolso. O LED branco piscante é justamente o recurso pensado para avisar quem está por perto de que está sendo filmado. Parte dos usuários, porém, descobriu formas de cobrir ou obstruir essa luz — em alguns casos, iniciando a gravação normalmente e escondendo o LED só depois, driblando o aviso. O problema associou o acessório a casos de gravações feitas sem consentimento e depois compartilhadas na internet, gerando forte crítica de grupos de defesa da privacidade.
Menos de 0,1% dos usuários, mas resposta dura
A Meta afirma que menos de 0,1% dos donos de óculos foram flagrados adulterando o sistema. É uma fração pequena que, mesmo assim, representa milhares de unidades, já que a linha vendeu em grande volume nos últimos anos — a empresa não divulgou um número exato. "A câmera agora vai parar de funcionar se a luz for coberta durante uma gravação", afirmou Alex Himel, vice-presidente de realidade aumentada da Meta, à Semafor. Ele reconheceu que a batalha é constante: "sempre vão surgir novas formas de burlar as salvaguardas... vamos continuar monitorando".
Repercussão fora do mundo digital
O caso já teve repercussão fora das redes: uma casa noturna de Nova York chegou a ameaçar banir permanentemente clientes flagrados usando os óculos, e uma rede de pubs no Reino Unido baniu o acessório de seus estabelecimentos. Usuários do Reddit já discutem possíveis formas de contornar a nova trava. Esse embate entre a Meta e quem tenta burlar a privacidade alheia está longe de terminar.