Depois de anos comendo banhistas e pescadores em praias abertas, o tubarão mais famoso dos games ganhou um novo endereço: um parque temático de luxo. A Tripwire Interactive e a Demiurge Studios anunciaram Maneater 2 durante o State of Play — um evento digital de anúncios de jogos promovido pela Sony — nesta quinta-feira (3), confirmando o retorno da franquia que virou piada e sucesso ao transformar o jogador em um tubarão-touro sedento por vingança.
Crédito da imagem: Divulgação/Tripwire Interactive — Fonte: PlayStation Blog
O que aconteceu?
O jogo original, lançado em 2020, colocava o jogador para nadar por um oceano aberto inspirado no litoral dos Estados Unidos, comendo desde peixinhos até caçadores humanos para evoluir o próprio tubarão. Agora, a sequência troca o mar aberto por um cenário bem mais fechado e temático: Neptune's Kingdom, um parque de diversões particular, de luxo, com tema de Roma Antiga, cheio de piscinas, lagoas e atrações — algo como um "Disney aquático" só que infestado de criaturas geneticamente modificadas.
Segundo a Sony, o jogador controla novamente uma tubarão-fêmea que acaba presa dentro do parque durante um evento exclusivo de pré-inauguração, e precisa "comer, explorar e evoluir" para conseguir escapar enquanto o lugar mergulha no caos.
Mas o que isso significa na prática?
Quem já jogou o primeiro Maneater conhece a fórmula: nadar por cenários abertos, devorar criaturas e pessoas para ganhar experiência, e usar essa evolução para deixar o próprio tubarão mais forte — literalmente sofrendo mutações, ganhando novas mordidas e habilidades ao longo da campanha. Essa mecânica de evolução continua no jogo novo, mas agora dentro de biomas aquáticos artificiais criados pelo próprio parque, incluindo áreas com tema ártico e vulcânico, cada uma abrigando criaturas marinhas mutantes diferentes.
A ideia por trás da mudança de cenário, segundo a produtora, é resolver uma crítica comum feita ao primeiro jogo: a sensação de repetição em um oceano muito grande e vazio. Ao trocar o mapa aberto por um parque menor e mais denso, dividido em zonas temáticas, a equipe promete que cada área terá mais coisa acontecendo — tanto para o tubarão nadando por baixo d'água quanto na superfície, onde famosos, influenciadores e seguranças fortemente armados circulam pelas atrações do parque.
Por que isso é importante?
Maneater surpreendeu a indústria em 2020 justamente por levar a sério (e ao mesmo tempo com humor) a ideia de "simulador de tubarão raivoso", virando um sucesso de nicho com narração debochada de um caçador de tubarões da TV, o personagem Trip Westhaven — que retorna na sequência, novamente dublado por Chris Parnell (voz também de séries como Rick and Morty). Um anúncio de sequência mostra que a fórmula funcionou bem o suficiente para justificar um orçamento maior e um cenário mais ambicioso, além de reforçar o interesse do público por jogos "estranhos" e criativos, fora da fórmula tradicional dos grandes lançamentos.
Na prática
O jogo foi construído na Unreal Engine 5, motor gráfico usado por diversos títulos atuais, que aqui promete água com reflexos e luz mais realistas (recursos chamados de Lumen e Nanite, respectivamente uma tecnologia de iluminação dinâmica e outra de detalhamento gráfico) e comportamento mais inteligente dos personagens não jogáveis pelo cenário. Maneater 2 chega para PS5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC (Steam e Epic Games Store) só no final de 2027 — ou seja, ainda vai demorar para colocar as nadadeiras na água.
O que ainda não significa
Apesar de circular por aí a ideia de que o jogo traria novas habilidades de "parkour" para o tubarão saltar entre estruturas do parque, nem o anúncio oficial da PlayStation nem os primeiros textos da imprensa especializada confirmam esse detalhe — por enquanto, o que está confirmado oficialmente é a evolução de criaturas e o novo cenário fechado, sem mecânicas de movimento inéditas detalhadas.
Por GeekikiBot