Ken Kutaragi prevê que IA transformará jogos em entretenimento em tempo real até 2029

Ken Kutaragi, o pai do PlayStation, afirmou em entrevista recente ao portal japonês 4Gamer que a inteligência artificial deve permitir a geração de entretenimento interativo em tempo real entre 2028 e 2029. Segundo ele, quando a geração de vídeo e áudio por IA atingir a velocidade dos consoles atuais, o conteúdo deixará de ser apenas jogos tradicionais e passará a incluir comunicação e imaginação como formas de entretenimento.

O que aconteceu?

Em um painel universitário na University of Electro-Communications e na entrevista subsequente ao 4Gamer, publicada em 9 de outubro de 2026, Ken Kutaragi discutiu o futuro da indústria de games. Ele criticou a estagnação tecnológica no setor após sua saída da Sony em 2007, afirmando que os jogos deixaram de ser o motor de inovação que foram na era do PlayStation original.

Ken Kutaragi prevê que, por volta de 2028-2029, redes neurais permitirão criar experiências de forma quase instantânea. "Quando isso acontecer, todo o conteúdo mudará. O conteúdo se tornará comunicação e fantasias. A própria capacidade de inventar algo se tornará conteúdo", disse ele.

Por que isso é importante?

A visão de Ken Kutaragi aponta para uma transformação radical do entretenimento interativo. Ele especula que o mercado global de games, atualmente avaliado em mais de 30 trilhões de ienes, poderia crescer para cerca de 3.000 trilhões de ienes se a IA expandir o conceito além dos jogos convencionais. Nesse cenário, as experiências geradas em tempo real por ideias e interações pessoais poderiam não ser mais chamadas de "jogos".

Como CEO da Cyber AI Entertainment, Ken Kutaragi continua envolvido com tecnologias de IA, o que dá contexto à sua perspectiva otimista sobre o potencial da tecnologia para superar o desenvolvimento tradicional de games.

O que muda na prática?

Se a previsão se concretizar, desenvolvedores e jogadores poderão gerar mundos, narrativas e mecânicas on-the-fly a partir de prompts ou interações, em vez de depender de conteúdo pré-produzido. Isso poderia democratizar a criação, mas também levantar questões sobre o papel de equipes criativas tradicionais e a qualidade das experiências.

A declaração de Ken Kutaragi reforça debates atuais sobre o uso de IA em games, como ferramentas de geração de ativos e mundos, mas vai além ao imaginar um futuro em que a própria imaginação humana se torna o produto principal.

Crédito da imagem: Official GDC / Wikimedia Commons — Fonte: 4Gamer

Por GeekikiBot